sábado, 6 de novembro de 2010

Recebi a Força do Espírito Santo - Por Padre Rufus Pereira.


"Quando nós lemos os quatro Evangelhos existem três coisas que descrevem a vida de Jesus. A primeira coisa que é dita é que depois da ressurreição Jesus apareceu aos seus apóstolos para dize-los [sic] e demonstrar que apesar de Ele ter morrido estava agora ressurrecto dos mortos. Esta é a base da nossa fé em Jesus Cristo.

O segundo ponto é que Jesus não só ressuscitou, mas está vivo. Em terceiro lugar, Ele está conosco, no meio de nós. Vocês sabem de algum outro líder religioso que morreu e ressuscitou, que morreu há milhares de anos, mas continua vivo que permanece conosco?

Eu tenho visto e ouvido tantas experiências ao longo desse tempo de que Jesus ressuscitou e continua no meio de nós. Às vezes, tenho até dificuldade em escolher qual história devo contar. Não há ninguém como Jesus. Ninguém fez toda a obra que Ele fez.

Mas isso não é tudo. A segunda razão pela qual Ele apareceu após a ressurreição era para dizer aos apóstolos que eles deveriam continuar a obra. Jesus também disse: “Curem os doentes”.

Disse também Jesus: “Ensinai a todas as nações”. Algum outro líder disse isso?

Então quem é como Jesus?

Jesus disse aos apóstolos: “O meu trabalho terminou. Agora, o trabalho de vocês começa”. O mesmo Ele está dizendo para mim e para você hoje, que temos que proclamar a Boa Nova a todas as criaturas.

E a terceira razão é que Ele apareceu para dizer: “Não tenhais medo!... Eu vou enviar a vocês alguém como Eu, um outro Paráclito que estará com vocês”. E quem Jesus nos envia se chama Espírito Santo.

Quando os apóstolos viram que Jesus subiu ao céu e os tinha deixado, eles se entristeceram, mas Jesus disse: “Não tenhais medo! Esperem porque eu vou enviar a vocês um poder que vem do alto”.

E esta é uma das palavras mais incríveis de toda a Sagrada Palavra. “Eu estou deixando vocês, mas estarei sempre convosco. Mas não desta forma, de uma única forma. Eu estou partindo, mas não vou deixar vocês órfãos, sozinhos”. E Jesus disse: “Quando o Espírito habitar em vocês, o Pai também virá e eu também. E nós três faremos morada em você”.

Vamos aplaudir o Senhor por esta magnífica obra. Algum outro líder religioso disse: “Eu virei e farei minha morada dentro de você”?

Se vocês querem saber o que o Espírito Santo pode fazer por vocês observem o que acontece na vida de Jesus. Quem Ele era antes do batismo no Rio Jordão? Aos olhos dos outros era alguém “normal”. Quando João orou por Ele, o céu se abriu e o Pai deu a Ele a coragem que Ele necessitava para pregar a Palavra. E o Espírito Santo deu a força para Ele expulsar o inimigo. E todos aqueles que são cheios do Espírito, assim como Jesus, podem realizar a sua obra.

Quando Jesus começou a pregar, as pessoas começaram a dizer: “Ninguém fala dessa maneira”. Sempre depois que Ele pregava, curava a todos e libertava com apenas uma palavra.

Em outras palavras, a vida de Jesus foi completamente transformada e Ele começou a viver como Messias. Alguns teólogos dizem que tudo isso pode ser explicado de uma forma natural, mas eu acredito que aqueles milagres realmente aconteceram, porque eu os vejo acontecendo no meu ministério.

Em segundo lugar, vamos olhar para os apóstolos. O que eles eram antes do domingo de Pentecostes? Os evangelhos descrevem que eles eram uma decepção para Jesus. Não acreditavam verdadeiramente que o que Jesus dizia era verdade. Quando Jesus foi preso todos O abandonaram.

O padre Jonas escolheria 12 pessoas como os apóstolos para trabalharem com ele aqui na Canção Nova? Jesus escolheu as piores pessoas, mas Ele sabia que iria mudá-las.

"O Espírito Santo veio sobre eles, e eles ficaram cheios do Espírito Santo" (Atos 2,4).

Os apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo, e cheio é cheio, sem espaço para mais nada.

Vamos ver o que aconteceu. Eles perderam o medo que os prendiam, e eles saíram pelas ruas de Jerusalém. Como foi isso? Eles saíram cantando e louvando a Deus, eles estavam tão cheios do Espírito Santo que perderam todo o medo que os prendia.

O primeiro dom é o dom da oração. Este dom foi dado a Renovação Carismática, é dom para a Igreja. Então Pedro começou a falar sobre Jesus, o mesmo Pedro que havia traído Jesus estava lá sem medo anunciando o nome de Jesus. E Pedro sem nenhuma preparação, mas tão cheio do Espírito Santo, que as suas palavras tocaram três mil pessoas.

O segundo fruto é o dom do Espírito Santo de pregar a palavra de Deus.

E Pedro dizia: ‘vocês não podem calar a minha boca, porque terão que calar o Espírito Santo’.

O terceiro sinal é que eles tinham recebido o dom de cura.

Quarto é a comunidade que se une, com uma única mente e um só coração. O Espírito Santo não se divide, Ele une e nos faz ter o mesmo sentimento como um único corpo e com uma única maneira de pensar.

E o quinto dom foi a alegria de sofrer por Jesus.

E tudo o que aconteceu com Jesus há dois mil anos continua acontecendo na nossa Igreja hoje.

A minha tese foi baseada no Evangelho de João: Deus é amor. E eu li várias e várias vezes, e me deparei com a última pregação de Jesus que diz: ‘Se vocês crêem em mim vocês farão as mesmas coisas que eu faço’.

Eu já tinha lido tantas vezes, mas naquela hora eu parei, será que estou realmente entendendo? Nós faremos as mesmas coisas que Jesus!

Então Jesus me disse: ‘Leia outra vez’. E eu li, se creio eu farei também as coisas que Jesus tem feito.

Não é incrível? Algum outro líder disse aos seus que eles fariam o que ele fazia?

Mas eu não parei. Jesus disse ‘vocês farão as coisas que eu fiz, mas ainda maiores do que as que eu fiz’. Ninguém a não ser Jesus diz: ‘Faça coisas muito maiores que Eu’.

Vou contar uma história, não para provar que eu fiz coisas maiores como Jesus, mas que eu fiz coisas parecidas com as que Jesus fez.

Estive numa cidade para pregar num retiro, estávamos numa Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, era a primeira Igreja daquela cidade que tinha a Renovação Carismática, e eram padres Salesianos. Isto aconteceu exatamente trinta anos atrás em fevereiro 1977.

Foi uma missão de uma semana. A noite tinham as pregações e de manhã tinham as confissões e orações. E na segunda manhã daquele encontro, um senhor veio falar comigo.

Qual era o problema daquele homem? A esposa o tinha deixado e levado os dois filhos dele, mas ele não mencionou nenhuma vez que queria que sua esposa voltasse. Pensei que ele fosse contar a raiva que ele tinha da esposa, mas também não foi isso o que ele disse. Mas ele olhou pra mim e disse: ‘ padre isso aconteceu por minha causa, eu era um alcoólatra, batia na minha esposa e a maltratava’. E ali as lágrimas começaram a cair, então percebi que ele estava experimentando o amor de Deus, porque eu via no olhar dele arrependimento e alegria por estar experimentando o amor de Deus.

Então ele saiu da minha sala, mas quando ele estava saindo me lembrei que ele entrou na minha sala com uma bengala, mas quando ele sentou estava com a sua perna esticada. Então o chamei e perguntei: Você pediu a Jesus que curasse a sua perna? E ele me disse: Padre se o Senhor quiser rezar pela minha perna pode rezar, mas ele não estava lá por causa da cura da perna. Ele não tinha vindo por causa da cura física, mas algo muito maior. Então veio a minha mente o livro de São Mateus 6,33: ‘Buscai primeiro o reino de Deus e tudo mais lhe será acrescentado’. Coloque Deus em primeiro lugar.

Comecei a rezar. ‘Senhor, o Fred veio como o filho pródigo que voltou com o coração arrependido...’

Eu disse: Fred me conte o que aconteceu com a sua perna. Ele trabalhava numa fábrica de pneus, e uma parte da máquina caiu na perna dele, que se dividiu em duas. Ele ficou seis meses internado no hospital mais famoso da Índia. E o médico disse que ele ficaria inválido e nenhuma fisioterapia resolveria o problema. Então ele perdeu o trabalho, e a empresa ofereceu um trabalho mais inferior.

Eu orei por ele, coloquei minha mão na perna dele. A princípio ele dizia para eu não tocar a perna dele porque qualquer toque causava muitas dores, mas quando eu coloquei a mão ele não sentiu dor e rezamos juntos, e o joelho dele começou a mexer pela primeira vez em seis anos estava movimentando. Ele começou a gritar: ‘Milagre!’. Então eu disse a ele: Levante, ande. Ele começou a gritar novamente: ‘Milagre!

Então pedi que ele descesse as escadas, depois que subisse, e ele foi andando até a casa paroquial e depois foi para a casa.

Porque eu estou contando isso a vocês? Para que vocês acreditem que com o Espírito Santo tudo e possível.

Quando o médico diz: ‘eu não posso fazer nada mais para você’, então aí que Jesus entra.

Então naquela mesma noite o vi entrar, e ele deixou a bengala no altar, deixou seu testemunho e voltou para casa. Mas este não é ainda o final. Na manhã seguinte, ele voltou na fábrica com a bicicleta que ele não usava há seis anos, e quando ele falou ao chefe o que Jesus fez a ele, o chefe lhe deu o seu trabalho de volta e com o salário muito maior, e colocaram na revista da fábrica o milagre, e naquela noite a esposa ouviu o que tinha acontecido com ele e voltou pra casa com os dois filhos.

É isto que Jesus nos pede no evangelho de São Mateus: ‘Me coloque em primeiro na sua vida. Eu prometi! Diz Jesus: “Tudo mais vos será acrescentando.’

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Maria, A Mulher da Cruz - Por Padre Rufus Pereira.


"Ontem na festa da Exaltação da Santa Cruz vimos como Jesus nasceu para morrer, e morrer na cruz, porque desta forma Ele traria salvação e vida em plenitude ao homem.

Hoje vamos falar de uma mulher que nasceu para o sofrimento, por isso o título de Maria como Nossa Senhora das Dores.

Se Jesus é o homem compassivo, Maria também é compassiva. Ela passou por todos os sofrimentos que uma mulher pode passar. Ela completou nos seus sofrimentos aquilo que faltou nos sofrimentos de Cristo.

Deus também enviou o Anjo Gabriel para anunciar que ela seria a mãe do Salvador, por isso ela foi chamada a completar os sofrimentos de Jesus.

O Pai precisava de uma mulher para sofrer. Não quer dizer que faltou algum sofrimento a Jesus, esta é só uma maneira de dizer.

Por isso Jesus disse aos discípulos que eles nada poderiam fazer sem Ele e sem Maria.

Mas isso só poderá ‘dar frutos’ se nós seguirmos a Jesus.

Por isso eu quero dizer a vocês que Jesus convidou Maria para fazer parte deste sofrimento, não porque faltava mas para que se tivesse uma idéia maior dos sofrimentos da mulher.

Maria a mulher da palavra, mas ela também é a mulher da cruz.

Vocês podem acreditar ou não, mas se estudamos as Escrituras podemos ver que Ela é a Mulher da Palavra, por isso Isabel disse a Maria: ‘Bendita és por ter acreditado na Palavra’.

Maria disse poucas palavras, mas uma das palavras mais lindas foi : ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’. Ela é a mulher do Espírito. Vemos Maria comunicando o Espírito Santo.

Hoje eu quero apresentar hoje Maria com um outro titulo: a mulher da cruz, a mulher do coração transpassado.

Quando Maria ficou em pé aos pés da cruz, sabemos que aquela mesma flecha que atingiu Jesus era a mesma que falava a profecia de Simeão.

Imagine o sofrimento que Maria passou quando se tornou suspeita diante do homem que ela amava, José, e que a amava também. Por isso podemos imaginar o quanto as mulheres sofrem. Por quanto tempo Maria passou por estes sofrimentos eu não sei...

Até que o anjo aparecesse para São Jose e dissesse que ele a tomasse por esposa.

Outro sofrimento foi quando ela não achou lugar onde pudesse dar a luz ao seu Filho.

Alguém aqui já deu a luz ao seu filho num estábulo? Eu conheço uma mulher, é Maria.

O sofrimento de não ter um lar, de não ter um teto é um sofrimento muito grande, e não havia nenhum lugar para ela.

Depois também sofreu a ameaça do filho poder ser morto por Herodes.

A mulher que tem o filho seqüestrado é um sofrimento imenso, e foi isso que Maria passou quando eles se perderam e Jesus estava no templo. O sofrimento de mãe de ver um filho em perigo, sendo atacado pelo inimigo.

Não esquecendo a viagem às pressas para o Egito. Pode ter certeza que foi uma experiência dolorosa!

Ela sofria muito quando as pessoas diziam a ela que Jesus não respeitava as leis,

mas principalmente quando ela estava com Jesus a caminho do calvário.

O Papa diz para não olharmos Maria apenas como uma devoção, não somente como a mulher da Palavra ou do Espírito Santo, mas olhar para Ela como a Mulher da Cruz. Aquela que nos lembra que devemos fazer o que Jesus fez.

Ouça: Padre Rufus conta a história de uma freira que pediu aconselhamento a ele após a morte da mãe dela

Quero também contar algo que aconteceu no Haiti, e que vai mostrar que Maria é mulher da Palavra, mulher do Espírito Santo, mulher da Cruz, mas ela também é Mãe.

Em 1997 houve um programa internacional da Renovação Carismática Católica para a Terra Santa, e dois mil peregrinos vieram de todo o mundo para participar, e o conselho da Renovação me chamou para rezar pela cura.

Eu estava fazendo aquela oração de cura de dentro de um barco no mar da Galiléia.

Então eu dizia Jesus como posso estar no seu lugar? E o responsável da Renovação me pediu para que eu fosse a uma convenção no país dele e fazer a mesma oração no país. Em 1998 recebi a carta com essa solicitação, e somente aío eu acreditei no que ele estava me pedindo. Perguntei se eu teria que fazer mais alguma pregação, então, ele me disse que não, que era somente a oração que eu tinha feito no barco no mar da Galiléia.

No aeroporto veio uma mulher na minha direção, e ela se apresentou como sendo a mulher do primeiro ministro do Haiti. Ela me levou para a Missa. Depois da Missa, o bispo do Haiti me pediu para fazer uma oração de libertação, e assim também me levou para uma montanha para orar pela Igreja e pelo país dele. Tinham mais jovens do que adultos. Era um palco grande como este, penso que este é o maior que eu já vi na minha vida! ( refere-se ao Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, na Canção Nova - Cachoeira Paulista-SP). Então o padre colocou o Santíssimo Sacramento no altar, e então eu disse ao Senhor: ‘Se eu vim de Bombaim, me ajude a fazer uma boa oração’, e fiz uma oração longa, mas eu vi que o povo não estava olhando para frente, e eu perguntei o que estava acontecendo, e o ministro veio me dizer que eles estavam dizendo que estavam vedo uma luz, e aquela luz era Maria.

Nós sabemos que seis pessoas já viram a face de Maria em Medjugorje, mas nesse encontro eram sessenta mil pessoas olhando para aquela luz.

Eu particularmente não acredito muito em visões. Então eu disse: ‘Maria eu vou te ver no céu’, mas quando eu olhei para o pé daquela árvore, então eu vi flash de luz durante mais ou menos uma hora.

O ministro me contou que uma criança era cega e a mãe levou o filho lá naquela árvore e ele ficou curado depois que viu o flash de luz.

No dia seguinte, domingo, o povo continuava olhando para a árvore, e eu disse: ‘Senhor, hoje é o seu dia! Ontem foi sábado, era o dia de Maria, mas hoje, Senhor, é domingo, o seu dia!’, e naquele dia eu entendi que Maria é também a Mãe da Divina misericórdia!

No dia seguinte eu estaria voltando para Bombaim, então eu pedi a esposa do primeiro ministro que me levasse até aquela árvore, quando chegamos lá a árvore estava toda desfolhada porque o povo havia arrancado todas as folhas.

Então levei um pedacinho da árvore.

O que Maria fez na casa de Isabel ela está fazendo hoje aqui também: aparecendo para o povo. O mesmo que ela disse nas bodas de Caná, ela está dizendo agora a cada um de vocês: “Fazei tudo o que o meu filho lhes mandar.”

Eu gostaria que vocês olhassem para as palavras do Papa em sua Encíclica que diz para olharmos para Jesus transpassado pela lança, mas não podemos esquecer que lá tem mais duas pessoas Maria e João nos recordando que aos pés da cruz também vamos experimentar a vida plena e a ressurreição."

Cura Emocional e Física - Por Padre Rufus Pereira.



"A cura de que mais precisamos é a cura espiritual, é a cura que experimentamos e sentimos todo o perdão e amor de Deus em nossa vida. Pecar contra Deus é o maior mal. A cura mais importante que o Senhor nos oferece é a condição de perdoar. Isso acontece quando nos colocamos diante de Deus em um profundo arrependimento. É muito importante fazermos uma confissão profunda e sincera da nossa vida.

A segunda cura de que mais precisamos é a emocional ou interior. A terceira é a cura física, mas é a cura menos importante. Por isso eu nunca faço uma palestra só sobre cura física, porque eu vejo que esta vem quando somos curados interiormente. Precisamos nos libertar da influência que o mal tem sobre a nossa vida. A cura de que mais precisamos é a cura interior, que não é só importante, mas necessária, é a chave para a cura completa.

Quando a gente reza por uma pessoa drogada a primeira cura que a gente faz é a cura interior, para ver o que a levou a se viciar. A pessoa não é curada fisicamente antes de ser curada interiormente. Geralmente as doenças físicas são marcas das doenças interiores.

A cura interior é importante e necessária, todos nós precisamos dela, porque até mesmo Jesus queria ser inteiramente curado. A cura interior é importante porque muitas vezes os remédios não são bons para nós. Mas, por favor, me entendam: a medicina é importante, mas quando os médicos não podem fazer nada, Jesus pode. Por exemplo, tratamentos com psiquiatras, é um tratamento caro e as pessoas pobres não têm acesso a ele, por isso, a cura interior é muito importante.

Eu sempre digo que em toda a paróquia precisava haver tratamento de cura interior porque somos educados de uma forma que nos prejudica. Na nossa árvore genealógica aconteceram fatos que nos causam feridas hoje, e essas coisas permanecem no profundo do nosso ser e do nosso inconsciente.

Como essas coisas podem afetar minha vida hoje? É o que São Paulo nos diz em Romanos 7, 19: “Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero”. Eu disse ontem que a razão pela qual fazemos isso são os nossos pecados, e a segunda razão sãos as mágoas que adquirimos das pessoas, e nós rezamos por cura interior sobre isso.

Imagine uma pessoa que foi concebida fora do casamento em adultério, isso pode afetar a vida dela por muito tempo. Criança prematura, criança que perde o pai ou cujo avô se supõe que tenha cometido suicídio, tudo isso pode afetar a vida da pessoa por muito tempo.

Como eu posso saber e como orar pela minha cura interior? É simples, até os médicos podem usar isso. Primeiro precisamos observar os sintomas internos. Se a pessoa tem dores de cabeça pode ser por algumas razões como: batido a cabeça na parede, ou teve malária, tifo, etc, ou pode ser uma razão emocional como medo de fazer prova. Eu preciso observar cuidadosamente os sintomas, preciso saber quais são os sintomas emocionais.

Eu costumo perguntar quais os sintomas que mais aparecem. Uma pessoa que se sente triste quando está sozinha, ou raiva, é bom sempre sabermos o sintoma que a pessoa tem. É muito importante detectar o diagnóstico correto, mas não podemos parar nos sintomas, precisamos pedir ao Senhor que nos mostre as doenças físicas e emocionais.

Todo o ser humano tem quatro tipos de sintomas. Primeiro sintoma é a rejeição. A rejeição vem quando eu sinto que não sou amado por aquela pessoa que eu espero. Não significa que não me amam, mas eu sinto que não me amam. Talvez essas pessoas não receberam amor, então, não sabem dar amor. Jesus passou por isso: “Jesus veio para os seus, mas os seus não O receberam”. Ele foi levado à morte por causa da inveja dos homens. Mas o que o Senhor disse na cruz mostra a rejeição mais profunda que um homem pode passar: “Meu Deus, meu Deus! Por que até Tu me abandonastes”? Esse é o maior fardo na vida de um ser humano.

Uma jovem veio me pedir aconselhamento num retiro na Índia. Todos os jovens tinham a mesma bagagem de vida, pertenciam à classe baixa, vinham de famílias pobres, os pais de quase todos eram alcoólatras e violentos. A jovem me disse que quando era criança o pai abandonou a mãe por causa de outra mulher. A mãe mais tarde encontrou emprego na Arábia Saudita e a deixou com um casal. Depois de 5 anos, quando a mãe voltou de férias, ela já estava com 8 anos e estava ansiosa para abraçá-la. O mês passou e a mãe voltou para Arábia sem a visitar. Enquanto ela me dizia isso toda a tristeza e raiva explodiu e veio à tona em choro de raiva e desespero, lágrimas de dor. Mas o que a Palavra de Deus diz? Ela tem soluções para todos os problemas humanos: “Pode a mãe esquecer os filhos de suas entranhas? E se ela esquecer Deus diz: Eu jamais te esquecerei. Eu já tenho seu nome escrito na palma da minha mão”.

A segunda doença emocional é o sentimento de inferioridade, porque muitas pessoas se sentem superiores a outras e se fecham em si mesmas. Quando as crianças têm sentimento de grandeza ninguém quer ficar perto delas. Talvez um dia uma criança vai ouvir: “Você não é tão inteligente como seu irmão”. Imediatamente ela começa a adquirir um sentimento de inferioridade e começa a ter pena de si mesma e a não gostar de si, e sente vontade de morrer. O suicídio começa com o complexo de inferioridade. A Bíblia diz que ninguém precisa ter sentimento de inferioridade, porque o Senhor nos criou à imagem e semelhança d'Ele (cf. Gêneses 1,26).

O terceiro sentimento emocional que precisa ser curado é o sentimento de culpa. Eu peco e penso que Deus jamais me perdoará. E todos os dias eu penso e sinto sentimento de culpa. E a Bíblia diz em Apocalipse que satanás nos acusa dia e noite diante de Deus, ele nos acusa na certeza de que ficaremos presos pelo resto da vida. Mas o que nos diz São Paulo em Romanos: “Já não há condenação diante de Cristo”. Satanás nos acusa, mas Jesus nos defende diante do Pai.

O quarto fardo emocional é o fardo do medo. Não estou falando de fardos pequenos. Estou falando de medos que não têm razão de ser, por exemplo, medo de escuridão, medo de pessoas, de multidão, medo de ter câncer e por aí vai...

Quando as crianças dizem que têm medo dos pais, eu fico com vontade de dizer que os pais têm mais medo delas do que elas dos pais. Todas as vezes em que o Senhor aparecia para seu povo, Ele dizia: “Não tenhais medo”. É satanás que coloca medo em nosso coração. Medo e fé não combinam. Muitas vezes medo é sinal de que nossa fé é pequena.

Eu preciso identificar minhas doenças emocionais. Preciso procurar de fato as raízes das causas dos meus problemas emocionais, isso é o mais importante quando falamos da cura interior. Eu ainda não vi nenhum caso de cura interior sem saber as raízes do problema. E só existe uma forma de descobri as raízes: Pedindo ao Espírito Santo que nos revele. Infelizmente as pessoas não procuram pessoas certas para se aconselhar, o Senhor não quer que saibamos do futuro, o que Ele quer é que confiemos n’Ele e coloquemos nosso futuro em suas mãos. Colocar o futuro nas mãos de Deus e não pedir que uma pessoa olhe o futuro em suas mãos.

Só o Espírito Santo que o Espírito da verdade é capaz de descobrir as causas para a sua cura interior, mas precisamos fazer uma análise da nossa vida para descobrir as raízes, e a primeira coisa é preciso passear na árvore genealógica. A Igreja diz que o pecado é pessoal, mas a conseqüência atinge muitas pessoas, de geração em geração. Suponha que um ancestral seu suicidou, eu já vi vários casos assim, outros por causa do aborto e isso vai se repetindo porque uma lá atrás alguém fez aborto e passou de geração. Suponha que tenha alcoolismo ou pessoas que foram depravadas, perderam os bens materiais, ou então nos amaldiçoaram e também todas as gerações que viriam, isso pode afetar toda uma geração.

Eu estava dando retiro para umas irmãs e a madre geral trouxe um bebê de uma mulher que eu já havia rezado por ela. A madre disse que o bebê que tinha nascido há quatro meses não conseguia dormir. É um problema comum na Europa e no Brasil, várias pessoas que não conseguem dormir. O sono é sinal de que Deus está com você. Satanás não dorme, mas Jesus dormiu.

A criança só chorava e se contorcia, levaram o bebê nos melhores médicos e não houve melhora. A mãe me disse que quando estava grávida, ela teve um choque muito grande. Então eu disse que o bebê não seria curado sem oração. E no último dia do retiro os pais trouxeram o bebê, e o que eu fiz? Nem eu sei. Pergunte ao Espírito Santo.

Eu pedi uma das irmãs que pegassem o bebê, pedi paras as 100 irmãs que participavam do encontro rezassem pela mãe e não pelo bebê e eu fui orar pelo bebê. Enquanto oravam pela mãe o bebê parou de chorar e começou a dormir profundamente, eu pensei que o bebê iria acordar, mas ele dormiu.

Uma semana depois eu recebi uma carta de umas das freiras dizendo que a partir daquele dia que o bebê passou a dormir bem.

As raízes podem estar na nossa infância como os abusos sexuais. Tudo isso pode causar os problemas que temos hoje na nossa vida. Uma mulher me disse que foi abusada sexualmente na infância e nunca se confessou porque sentia vergonha e nunca confessaria isso até morrer, mas no retiro sentiu que havia esperança. Até mesmo mulheres casadas, dizem que quando tem relação sexual com seus maridos sentem como se estivessem fazendo coisas erradas. Os casais precisam muito de cura interior.

É importante o arrependimento para a cura interior. Eu estava pregando um retiro e os líderes do grupo de oração me pediram para rezar por um jovem que estava doente. Os médicos disseram que não haviam conseguido descobri o que ele tinha, e os especialistas disseram que não tinha mais nada a fazer.

O jovem se sentiu tão mal e disse: “Eu preciso procurar o padre Rufus”. Eles insistiram comigo e bem tarde eu fui ao hospital e lá estava aquele jovem cheio de aparelho ao seu redor. Eu perguntei: Por que você me chamou? E para minha grande surpresa ele me disse que queria confessar. Eu fiquei com raiva porque ele poderia ter confessado com o pároco e eu não precisava ter saído de tão longe.

Ele fez uma confissão profunda. E quando eu estava saindo do hospital eu senti que Jesus estava me puxando e o Espírito Santo me fez lembrar do paralítico que foi levado a Jesus pelo buraco do telhado, e Jesus sabia que o sintoma da paralisia era emocional e ele precisava de cura espiritual. Por isso disse: “Os teus pecados estão perdoados”, libertação da culpa. Então antes de dizer levante e ande, antes de dizer teus pecados estão perdoados, Jesus disse: “Meu filho”! Era isso que aquele jovem queria escutar, que apesar dos pecados Deus o chamava de filho.

Eu voltei para ao quarto do hospital e disse ao jovem o que Jesus disse ao paralítico, e orei pela cura física dele depois de perdoar os seus pecados. Eu tinha tanta certeza do que aconteceria que eu pedi para ele se mexer - e antes ele não conseguia - eu pedi que o colocassem sentado e falei: Levante e caminhe de um lado para o outro, e ele caminhou. A única coisa que eu não disse foi tome seu leito, mas no outro dia ele foi para casa, e um ano depois eu testemunhei. O jovem subiu ao palco e eu disse: No momento em que ele fez uma confissão profunda de sua vida, ele foi curado fisicamente. "



 

Etapas da Cura Interior - Por Padre Rufus Pereira.


Etapas para a cura interior

Quando estamos orando para a cura interior observamos algumas etapas. E a mais importante é a do diagnóstico, ou como chamamos na linguagem da Igreja: o discernimento. Precisamos saber se estamos doentes e qual é este fardo que carregamos.

Precisamos observar também todos os sintomas no meu relacionamento com as pessoas, como a rejeição, os sentimentos de inferioridade. Se em meu relacionamento com Deus tenho sentimentos de culpa. Resumindo tudo isso: muitas pessoas carregam o peso do medo. Mas, como havia dito, precisamos dar o terceiro passo. Precisamos encontrar as raízes dos nossos problemas. Isto é a coisa mais importante no que diz respeito à cura interior. E talvez esta culpa esteja nos nossos antepassados, ou em nossa vida de criança ou quando éramos bebês.

Mas o segundo passo, quando nós oramos pela cura interior, é o seguinte: Preciso descobrir a raiz para passar por um processo de cura. Quando o homem cego veio até Jesus, Ele não o curou imediatamente, mas lhe fez uma pergunta. Todo mundo sabia que ele queria ser curado da cegueira, mas Jesus queria que o homem O visse como seu único Senhor e Mestre.

Por que as pessoas não são curadas? Porque há um bloqueio que precisa ser retirado. Vocês podem pensar que o homem à beira da piscina queria obviamente ser curado, mas Jesus sabia que ele não tinha mais esperança no coração. Talvez Jesus pensasse que ele estivesse com dificuldade de perdoar as pessoas que o machucaram.

O que bloqueia a nossa cura? O primeiro bloqueio é a falta de perdão. Por muito tempo, achávamos que era apenas a dificuldade de perdoar. Uma vez, o discípulo disse a Jesus que queria aprender a orar, como se estivesse dizendo: "O que acontece que quando você ora tudo acontece?" São Tiago nos dá uma razão, mostrando que de fato, nós não oramos e diz: "Se oram, oram de forma errada".

Jesus nos ensinou a oração mais curta e mais completa. Todas as vezes que nos prostramos diante de Jesus, não nos esqueçamos de dizer: "Pai, perdoa-nos assim como nós perdoamos as outras pessoas". Deus nunca condena, sempre perdoa. E essa oração nos convida a sermos como Ele. Quando eu perdôo, estou me abrindo para o perdão para comigo.

No Evangelho de Lucas, Jesus explica o que Ele queria dizer com estes ensinamentos. Lucas 6, 27-36. O que Jesus diz? Essa passagem deu vida a Mahatma Gandhi e conseguisse a liberdade da Índia sem nenhuma violência. Nós não ouvimos o Senhor dizer "ame os seus amigos e odeie os seus inimigos". Ele diz: "ame os seus inimigos, perdoe os seus inimigos, ore pelos seus inimigos". E mesmo se esta pessoa não o acolher, Jesus diz para rejubilar.

Nada vai nos fazer parecer mais imagem e semelhança de Deus do que as pessoas que sabem perdoar. Nós vamos perdoar estas pessoas no nome de Jesus. Claro que muitas vezes a gente perdoa as pessoas de forma errada. Dizemos: "Vou perdoar nisso e naquilo". Mas se perdoamos só parcialmente, não é o perdão cristão que estamos fazendo.

O que Jesus disse? "Pai, perdoa-lhes". Foi só isso? O que vem depois disso? "Por que eles não sabem o que fazem". Jesus disse: "Pai, perdoa-lhes, não os responsabilize porque eles não sabem o que estão fazendo".

Jesus disse: "Não julgueis e vocês não serão julgados". Só Deus pode julgar. Quando alguém nos magoa, a gente pode dizer que já perdoamos, mas Deus não quer que nos aproximemos d’Ele se não perdoamos de fato.

O que Estevão, ao ser martirizado disse? "Senhor, não responsabilize meus inimigos". A palavra diz que quando ele disse isso, o rosto dele brilhava.

O segundo bloqueio para nossa cura é a falta de arrependimento. Deus está sempre muito mais pronto para nos perdoar, do que nós para sermos perdoados. Perdoar aqueles que nos magoaram é muito mais fácil, mas pedir perdão a alguém pode ser humilhante. Porque você poderá ouvir que a culpa foi sua, a fala foi sua.

Eu sempre peço que as pessoas peçam perdão para todas as pessoas que elas possam ter machucado na vida. É por isso que o rito do início da Missa traz a confissão: "Eu confesso a Deus Todo-Poderoso" e diz também que confessamos aos irmãos.

Para o pecado ser perdoado, não basta dizer: "Senhor, eu sinto muito". Nós temos que reparar o estrago que nós causamos. Algumas circunstâncias, humanamente falando, jamais poderão ser reparadas. Por exemplo, uma mãe que abortou o seu bebê não pode trazer de volta à vida aquele bebê inocente.

Eu preciso perdoar primeiro em meu coração todas as pessoas que eu possa ter magoado. E o mais importante: eu preciso orar pela cura daquela pessoa. Aí sim o bloqueio vai desaparecer.

Eu preciso também de renúncia. Por isso que digo que existem três problemas ruins no mundo: eu mesmo, quando peco; as pessoas à nossa volta e o inimigo, acima, ao redor de nós.

(1 Pedro 5,8-9) Quem é seu inimigo? Nosso inimigo é o demônio. Ele está sempre se preparando para dar o bote, para nos abater. São Pedro diz: "Não durmam, porque satanás jamais dorme. Mas não tenham medo, não fiquem com obsessão disso".

O pior inimigo é o demônio. Grande parte do ministério de Jesus era libertar as pessoas de satanás. O Papa Paulo VI disse: "Qual é a grande necessidade da Igreja hoje?" Não pense que minha resposta vai ser tola ou supersticiosa. A grande necessidade da Igreja hoje é saber como se defender do grande inimigo que temos: o demônio.

No meu ministério pastoral como sacerdote, me deparo com estas situações quase todos os dias. Que não têm explicação humanamente falando e não têm solução humana.

Como saber se o que a pessoa está vivendo não é psicológico? A primeira área que o inimigo ataca é o nosso desejo. Jesus sabia disso, por isso orou: "Pai, a tua vontade e não a minha".

O demônio ataca o nosso desejo com atos compulsivos de pecado. Desde o alcoolismo, até o vício em drogas. Eu tenho visto vários casos nos quais com uma única oração a pessoa é liberta.

O inimigo quer atacar, em segundo lugar, em nossa mente. Muitos ficam hipnotizados por esses movimentos de Nova Era. O mundo inteiro hoje está cheio dessas teorias, dessas práticas.

Em terceiro lugar, o inimigo pode atacar as minhas emoções: ciúmes, medos, tendências de suicídio. É isso que ele faz no coração dos terroristas. Eles pensam que estão fazendo a vontade de Deus, mas o trabalho deles é de satanás.

O inimigo pode atacar o meu corpo. Todas as vezes em que estou tenso e as pessoas dizem que já foram em todos os médicos e eles não conseguiram descobrir. Quando um caso desses vem a mim, fico muito feliz porque sei que Jesus pode curar.

O inimigo também pode atacar os meus relacionamentos, especialmente os relacionamentos familiares. O inimigo tenta também atacar as pessoas que têm trabalho de liderança na Igreja.

Se no meu passado, alguns dos meus familiares se envolveram com trabalhos satânicos, maldição, feitiço, você pode ter certeza que a raiz está lá.

A fonte também para o ataque podem ser as pessoas à minha volta. Muitas vezes o relacionamento do casal é ruim porque um membro de uma família lançou uma maldição. Muitas vezes, seu melhor amigo tem inveja porque você conseguiu um emprego muito bom.

Se eu procurei alguma outra pessoa que não fosse Jesus, se eu procurei uma cartomante, feiticeiro, se ouvi algum tipo de rock pesado, assisto determinados tipos de programas na internet, na TV, estou me expondo a satanás para que ele possa entrar e fazer confusão na minha vida.

Cada país tem seus nomes para práticas ocultas. Eu estava dando retiro para sacerdotes em certa diocese do mundo e todos os padres haviam procurado videntes. Vocês já ouviram falar de macumba? Qualquer pessoa que foi a isto e não a Jesus, colocou a si mesmo e suas próximas quatro gerações sob o domínio de satanás.

O terceiro bloqueio para minha cura é qualquer envolvimento que eu tenha tido com satanás. Ele pode nos atacar através mesmo da comida e da bebida, medalhas, telefone, e-mails. Ele usa todos os meios de comunicação para atacar aqueles que ele está buscando. Eu preciso renunciar qualquer conexão que eu tive com o reino da escuridão.

Eu quero contar essa história para que vocês vejam como o inimigo usa todos os tipos de meios para nos atacar.

Tem uma família em Bombaim muito próxima de mim, me acompanham de perto no ministério da cura e libertação e o filho dela me auxiliava. Um dia, ele me disse: "Padre, o senhor poderia ir rezar uma missa na minha casa". Eu disse que já tinha ido, mas ele disse que precisava de novo, porque ele não sentia prazer de estar na casa dele. Ele disse: "Tem alguma coisa acontecendo e preciso estar feliz depois da missa, porque minha casa parece um inferno".

Fui e celebrei a missa. Depois, um irmão dele mais velho, me trouxe uma imagem do Coração de Jesus para eu abençoar. Então, eu comecei a fazer uma oração. Foram amigos hindus que deram este presente para este casal. O mais velho da casa havia se casado com uma moça das Filipinas. A imagem havia sido dada por um casal hindu muito amigo.

Eu abençoei aquela imagem. No momento em que abençoei a esposa filipina caiu e ela parecia estar possuída. Uma voz saía dela: "Fui eu que dei essa estátua, porque o casamento com meu marido não é bom e esse casal católico é feliz". O casal que deu tinha todo tipo de problema financeiro. Eles colocaram uma maldição na estátua.

Essa filipina falava comigo e berrava numa língua que eu não conhecia. De repente, ela começou a falar na língua do esposo melhor do que ele mesmo, apesar de ser filipina.

Através da mulher que caiu foi o próprio inimigo que disse porque aquela família estava sofrendo há nove meses. Quando esta filipina voltou à consciência, ela não sabia o que tinha acontecido. Eu disse a eles: "Esta noite, esta imagem tem que sair daqui. Caso contrário, eu não me responsabilizo pelo que possa acontecer".

Eles pegaram dois martelos e espedaçaram em milhares de pedaços aquela imagem. Pegaram os pedaços e jogaram no mar. Daquela noite em diante se tornaram uma nova e abençoada família.

O que Jesus nos diz de mais importante é o seguinte. O que Jesus disse que não é bom? "O mundo inteiro está sob o poder de satanás". E depois ele dá a boa notícia: "Não tenhais medo. Eu venci o mundo!"

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=801&pre=2311

A Ovelha Reencontrada - Por Padre Rufus Pereira.


"Na última homilia deste domingo na Comunidade Canção Nova, Padre Ruffus Pereira antes de iniciar a homilia deu os parabéns ao Padre Jonas e a sua equipe pelo trabalho eficiente realizado durante todo o encontro. 'Quero agradecer ao Senhor por tudo o que aconteceu neste país. Fazia seis anos que eu não vinha ao Brasil, mas pude ver quanto progresso Deus realizou nos últimos anos com relação à evangelização e também a este Centro de Evangelização!'

Quero agradecer pelo meu ministério. Houve muitos problemas, mas não me lembro de nenhum deles, eu só me lembro de todas as graças recebidas nele [ministério]. Então quero oferecer esta Eucaristia em ação de graças pelo meu ministério e por todas as graças realizadas.

Alguns anos atrás me pediram para rezar por um rapaz que estava numa clínica psiquiátrica, e quando eu cheguei lá me recordei dele. Ele era um jovem da minha paróquia. A família dele era uma das mais famosas famílias católicas de Bombaim. Ele era tido como a ovelha negra da família, e foi uma grande dor quando esta descobriu que ele era viciado em drogas; mas eles permaneceram ao lado dele. Eu fiquei muito edificado porque quando cheguei ao quarto lá estavam os pais e a noiva dele. O jovem me disse que ele tinha gastado todo o dinheiro, inclusive roubando a própria família para comprar drogas e que, naquela época, seria capaz de matar a própria mãe para conseguir dinheiro. Então rezei por ele, e ele me disse: ‘padre, eu já estou curado’, e eu falei a ele: ‘Sim, filho, você será curado no tempo de Deus’. Mas mais uma vez o Senhor me chamava a atenção do que Ele era capaz de fazer na vida daquele rapaz. Dois meses depois, ao chegar no grupo de oração da minha paróquia lá estava na primeira fila de bancos da igreja aquele jovem por quem eu tinha rezado.

Eu disse a vocês na pregação desta manhã sobre o Filho Pródigo. Quero dizer também que todas as vezes em que vamos confessar repetimos a história do filho pródigo, porque temos a coragem de nos levantar e voltar para a casa do Pai.

Uma outra vez me chamaram para rezar por um outro jovem, e é o que mais gosto de fazer, rezar por aqueles que são tidos como ovelhas perdidas. Então fui à casa desta família muito rica. Era uma mansão, entrei em cada cômodo para rezar, porém, quando parei em frente a um quarto menor, que estava todo escuro, da porta vi que lá estava o rapaz e que ele tinha lepra. Da porta mesmo rezei por ele, pois todo o medo da lepra veio ao meu coração. E mais uma vez o Senhor falava comigo: ‘Ruffus, o que Eu faria no seu lugar?’, então, me lembrei de que Jesus teve compaixão daqueles que vinham procurar por Ele, e a primeira coisa que o Senhor fazia era acolher e depois os curava.

Então, entrei no quarto e dei um sorriso àquele jovem, e ele sorriu para mim também; depois fui lhe dizendo palavras de carinho, e em seguida coloquei a mão sobre a cabeça dele e rezei por ele. Percebi que aquele jovem precisava mais de cura emocional do que física, pois se sentia rejeitado pela família.

Após alguns meses também o encontrei – no Centro de Evangelização Carismática de Bombaim – completamente curado. Não o reconheci a princípio, pois quando o vi a primeira vez seu rosto estava desfigurado, seus dedos torcidos por causa da lepra. Mas, naquele momento, eu o via na minha frente com uma nova face, e com as mãos macias e os dedos perfeitos. Encontrei este rapaz outras vezes nas quais novamente rezei por ele, pois desejava se casar, e ele se casou; depois rezei para que pudesse ter filhos, mais tarde sua mulher engravidou, então, eles me pediram para rezar novamente para que o filho fosse sadio, e nasceu sadio.

Anos depois, eu estava no maior centro de evangelização do mundo, e após minha palestra fui para o meu quarto descansar, mas do corredor ouvi o pregador e reconheci a voz, então voltei e quando cheguei lá as lágrimas rolaram dos meus olhos, porque lá estava o jovem da lepra, e agora aquele jovem era o pregador da maior casa de retiros católicos do mundo.

O filho pródigo havia voltado para a casa do Pai."



 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As Bem-Aventuranças!


1ª — Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino do Céu.

2ª — Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra.

3ª — Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

4ª — Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

5ª — Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia.

6ª — Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

7ª — Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

8ª — Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino do Céu.

* * *
Jesus Cristo propôs as bem-aventuranças para fazer detestar as máximas do mundo e para convidar a amar e praticar as máximas de seu Evangelho.

O mundo chama bem-aventurados aqueles que abundam em riquezas e honras, que vivem alegremente e não têm nenhuma ocasião de sofrer.

Os pobres de espírito, segundo o Evangelho, são os que têm o coração desapegado das riquezas; delas fazem bom uso, se as possuem; não as procuram com solicitude, se não as têm; e sofrem com resignação sua perda, se lhes são tiradas.

Os mansos são aqueles que tratam o próximo com brandura e sofrem com paciência os defeitos e as ofensas que deles recebem, sem querela, ressentimento ou vingança.

Os que choram, e no entanto são chamados de bem-aventurados, são os que sofrem resignados as tribulações e se afligem pelos pecados cometidos, pelos males e pelos escândalos que se vêem no mundo, pela ausência do paraíso e pelo perigo de perdê-lo.

Os que têm fome e sede de justiça são aqueles que desejam ardentemente progredir cada vez mais na graça divina e na prática das obras boas e virtuosas.

Os misericordiosos são aqueles que amam a Deus e, por amor de Deus, o próximo, compadecem-se das suas misérias espirituais e corporais e procuram socorrê-lo segundo as suas forças e o seu estado.

Os puros de coração são aqueles que não têm nenhum afeto ao pecado, se afastam dele e evitam sobretudo toda sorte de impureza.

Os pacíficos são aqueles que conservam a paz com o próximo e consigo mesmos e procuram estabelecer a paz entre aqueles que estão em discórdia*.

Os que sofrem perseguição por amor da justiça são aqueles que suportam com paciência os escárnios, censuras e perseguições por causa da Fé e da lei de Jesus Cristo.

Os diversos prêmios prometidos por Jesus Cristo nas bem-aventuranças significam todos, sob diversos nomes, a glória eterna do Céu.

As bem-aventuranças não nos alcançam somente a eterna glória do paraíso, mas são também meios de conduzir neste mundo uma vida feliz, tanto quanto possível.

Certamente os que seguem as bem-aventuranças recebem já alguma recompensa ainda nesta vida, porque gozam de uma paz e um contentamento internos que são o princípio, embora imperfeito, da felicidade eterna.

Os que seguem as máximas do mundo não são felizes, porque não têm a verdadeira paz de alma e correm o perigo de se condenar.
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Traduzido do Catechismo Maggiore promulgato da San Pio X, Roma, Tipografia Vaticana, 1905, Edizione Ares, Milano, pp. 212-215.

*Evidentemente não se trata de uma paz a qualquer preço, mas sim daquela que é fruto da justiça. Dando-se a Deus o louvor que Ele merece, e a cada um o que é seu, age-se com justiça e se obtém a paz. De um mundo baseado nas ofensas a Deus, como o nosso, não se pode esperar uma paz verdadeira.
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AS BEM-AVENTURANÇAS DE UMA CASA

1) Bem-aventurada a casa onde se reza, porque Deus habitará dentro dela.

2) Bem-aventurada a casa onde se guardam as festas, porque seus moradores tomarão parte nas festas do céu.

3) Bem-aventurada a casa de onde se não sai para frequentar diversões mundanas, porque nela reinará a alegria cristã.

4) Bem-aventurada a casa cujos filhos são logo batizados, porque nela se criarão bem-aventurados para o céu.

5) Bem-aventurada a casa na qual se pratica a caridade para com os pobres, porque o trabalho de seus moradores será abençoado por Deus.

6) Bem-aventurada a casa onde os que morrem recebem os santos sacramentos, porque sua morte será tranquila e cheia de esperanças.

7) Bem-aventurada a casa onde se ama a doutrina cristã, porque nela jamais faltarão as consolações da religião.

8) Bem-aventurada a casa na qual pais e filhos mutuamente se edificam pelos exemplos de virtude, porque a felicidade e o contentamento aí morarão também.

(As três chamas do lar, Pe. Geraldo Pires de Sousa, p.374-375)


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bárbara Maix - Beata viveu 14 anos no RS.



Madre Bárbara Maix fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de MariaNesta sábado, 6, a Igreja Católica celebra a beatificação da fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Bárbara Maix. A Missa que acontecerá no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre (RS), será transmitida a partir das 13h30 pela TV Canção Nova, e será presidida pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Dom Ângelo Amato.

O processo, que começou em 1993, teve a autorização do Vaticano publicada em maio deste ano, pelo Papa Bento XVI, através do decreto do milagre atribuído a intercessão da madre.

Uma vida de amor e fé

A jovem austríaca nasceu em 1818, em Viena. Desde pequena mostrava fé e amor a Deus. Foi expulsa de seu país devido a perseguição religiosa, movida pela revolução liberal de 1848. Acompanhada por 21 moças, Bárbara Maix embarcou rumo ao Brasil e, já no Rio de Janeiro, fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, atuando nas áreas da educação e saúde dos órfãos, crianças e mulheres pobres.

No Rio Grande do Sul, assumiu um asilo em Pelotas e a roda dos excluídos da Santa Casa de Porto Alegre. Madre Bárbara Maix viveu 14 anos na capital gaúcha e retornou ao Rio de Janeiro, onde faleceu no dia 17 de março de 1873, aos 54 anos. Seus restos mortais estão depositados na Capela São Rafael, em Porto Alegre.

O Milagre

No dia 10 de julho do ano de 1944, Onorino Ecker tinha apenas quatro anos e se aquecia ao redor do fogo com seus irmãos em sua casa em Caxias do Sul. Uma panela de água fervendo estava pendura numa corrente sobre o fogo. Um dos irmãos bateu na corrente e a água derramou. O vapor e a cinza vieram por cima de Onorino, que caiu nas brasas.

O menino sofreu queimaduras de terceiro grau. Já no hospital, as unhas caíram e ele sofreu convulsões. Nem os médicos acreditavam na recuperação. Então a Irmã Dulcídia Granzotto, enfermeira da Congregação do Imaculado Coração de Maria, pais e amigos iniciaram uma novena, invocando a intercessão de Bárbara Maix. Após 15 dias, Onorino deixou o hospital completamente curado, sem nenhuma cicatriz.

Oração

Deus, Pai de bondade e misericórdia, que escolhestes Bárbara Maix para cumprir sempre e em tudo a Vossa Vontade, especialmente junto aos mais necessitados, concedei-nos, Vós que conheceis nossas esperanças e sofrimentos, a Graça de que tanto precisamos.

“Mostremos com nosso exemplo, aquilo que com palavras ensinamos”’


Bárbara Maix – Serva de Deus

Destaque para a última das beatificações, a da irmã Bárbara Maix, que ocorrerá no Brasil no dia 6 de novembro. A religiosa nasceu na Áustria mas desenvolveu seus trabalhos e fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração no Brasil, no Rio Grande do Sul.

No começo do mês o Vaticano havia confirmado que a Freira Bárbara Maix seria beatificada, após o Papa acolher proposta encaminhada pelo arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings.

Maria Barbara da Santíssima Trindade, (Barbara Maix), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria; Sábado, 6 de novembro.

Fonte: http://barbaramaix.blogspot.com/2010/06/foi-divulgado-nesta-terca-feira-pelo.html

Natural de Viena, Áustria, filha de José Maix e Rosália Mauritz, nasceu no dia 27 de junho de 1818.Registros históricos nos relatam que José Maix era funcionário público. Encontramos seu pai, no ano de 1782, trabalhando como ajudante de cozinha junto ao príncipe Luis José Lischtein. Pouco tempo depois, no ano de 1786, passa a ser funcionário no Palácio de Schönbrunn, na função de criado doméstico e depois camareiro do imperador.

As mortes na família Maix eram freqüentes e a doença, contínua. Bárbara, a caçula de 09 filhos do segundo matrimônio, teve sua infância e adolescência marcadas por muitas privações o que lhe causou debilidade orgânica.

Certamente, era muito duro para o pai José Maix trabalhar no palácio onde se realizavam muitas festas, com requintes e luxo, e ver os próprios filhos morrerem, um após outro, por não conseguir vencer, com o fruto de seu trabalho, a fome e a doença. Morava na casa número um (1) dos empregados, ao lado do palácio.

Neste ambiente de contrastes entre luxo e abundância do palácio com a pobreza e a dor na família, a personalidade de Bárbara foi se formando. Dos pais herda a fé cristã, o espírito de luta e resistência, persistente teimosia pela causa da vida, a coragem de enfrentar o império do luxo com súplicas de socorro para as carências da família. É o amor sem limites pela vida que a torna forte, destemida, cheia de vigor. Aprende na experiência sofrida do dia-a-dia, a não fraquejar diante das dificuldades por maiores que sejam.Desde tenra idade, manifesta espírito missionário e profético diante dos desafios da realidade:

Em tempo de guerra, de proibição do Estado em fundar Congregações Religiosas, reúne jovens e, com elas, inicia o Projeto das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

Numa situação social de desemprego em que o maior número de nascimentos eram de mães solteiras, abre um pensionato para abrigar empregadas domésticas, visando à orientação e à assistência, prevenindo-as da prostituição e demais desigualdades sociais.

Perseguida pelo contexto político-econômico de Viena e na necessidade de sair do país, planeja ir à América do Norte. Ao embarcar com 21 companheiras, quis as circunstâncias que viesse ao Brasil, sem conhecê-lo cultural e geograficamente. Conforme escreve uma de suas companheiras: “Chegamos ao Rio de Janeiro, em novembro (09/11/1848), sem dinheiro, sem conhecimento de ninguém, sem saber a língua, com muita fome, mas cheias de confiança em Deus e em Nossa Senhora.” (Me. Isabel)

Numa época em que a mulher não tinha participação social, acesso ao saber e à Escola, ela se fez educadora e permitiu o estudo às meninas, em especial as órfãs e pobres.

Atenta à realidade, percebe outras necessidades da época, assumindo Asilos, Pensionatos. Por ocasião das epidemias: cólera e febre amarela e da Guerra do Paraguai, assume atividades em enfermarias e Hospitais.

Diante de uma sociedade que mantém o regime de escravidão, Bárbara não aceita pessoas trabalharem em condição de escravas junto às Irmãs. Todas realizam os mesmos serviços e têm os mesmos direitos numa relação de igualdade e partilha.

Bárbara, mulher de fé, discerne a realidade, tomando iniciativas de não mais realizar tarefas quando estas não ajudam no modo de vida exigido pelo Projeto Congregacional. “… não creio que haja autoridade na terra que me possa obrigar a fazer coisa alguma contra minha consciência. Não somos escravas, Senhor Administrador. Somos livres pela misericórdia de Deus.” (B.Maix)

Num contexto em que as Ordens Religiosas eram de estilo puramente contemplativo, Bárbara apresenta uma inovação: uma forma de Vida Consagrada projetada para o trabalho leigo e social. Este modelo de Vida Religiosa era novo tanto para a Igreja como para o Governo. Funda a primeira Congregação feminina de vida ativa no Brasil.Com perspicaz inteligência, abre novos caminhos, supera obstáculos e posiciona-se com firmeza diante da orfandade, da opressão e do autoritarismo da época.

A vida de Bárbara Maix foi duramente marcada pelo sofrimento e dificuldades de toda sorte: econômica, espiritual, vida comunitária e realização da missão. Faleceu no dia 17 de março de 1873, deixando como herança às suas Irmãs o Perdão.


Algumas frases de Bárbara Maix:

“Dizei muitas vezes: Meu Jesus, aqui estou. Fazei de mim o que vos aprouver! outra coisa eu não quero a não ser cumprir a vossa Santíssima Vontade!” (03.04.1860)

“Deus não permitirá que sejamos iludidas em nossa confiança“ (junho-1866)

“Assim como o corpo tão somente recebe o seu vigor, porte e beleza quando todos os membros prestam o seu auxilio mútuo, assim uma comunidade adquire a sua beleza, vigor e poder, somente quando o amor fraterno impulsiona os membros a doar-se mutuamente.” (14.10.1869)

“Depois de horas sombrias, vêm horas alegres” (14.09.1871)

“A SS. Trindade iniciou a obra da fundação e há de completá-la. E porque é de Deus e não minha, não importa nada se ele deixa que tudo seja, aparentemente, aniquilado, porque em sua onipotência,com um só aceno, a reerguerá.” (19.02.1872)

“Mostremos com nosso exemplo, aquilo que com palavras ensinamos”’

Fonte:http://www.icm-sec.org.br/seduc.htm

UMA HISTÓRIA QUE SE FAZ VIDA…

Bárbara Maix, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, nasceu em Viena, na Áustria. Devido à perseguição religiosa movida pela revolução de 1848, Bárbara embarcou para o Brasil com mais 21 companheiras, chegando ao Rio de Janeiro depois de 57 dias de viagem. No dia 8 de maio de 1849, fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro – RJ.

A primeira semente de vida foi lançada no dia 08 de maio de 1843, em solo vienense. Enquanto o grupo de jovens realizava atividades manuais, Bárbara ia externando, às suas companheiras, o desejo de fundar uma Congregação de Irmãs para dedicar-se à educação de meninas e assistência às jovens desempregadas. Cultivando a fé cristã recebida da família, freqüentava a Igreja Maria da Escada, Igreja dos pescadores, localizada às margens do Rio Danúbio.

A situação sócio-político-cultural-religiosa de Viena e de toda a Europa era de tensão e conflito pela difusão das idéias liberais, provindas da Revolução Francesa. Em Viena, irrompe a revolução Josefinista contrária às Ordens Religiosas, que provoca a expulsão de Bárbara e suas companheiras, as quais pretendiam estabelecer-se na América do Norte. Enquanto aguardavam, no Porto de Hamburgo, um navio que as transportasse para esse país, aportou um barco com destino ao Brasil. Entendeu Bárbara ser esta a Vontade de Deus: decidiu partir. Era dia 15 de setembro de 1848.

Tendo presente este panorama, no qual foram implantadas as raízes iniciais, a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria foi fundada, oficialmente, no Brasil em 08 de maio de 1849, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

No Brasil, Bárbara encontrou um contexto de escravidão. Aos poucos se fazia também sentir a nova ordem mundial que ia se estabelecendo: o capitalismo e o liberalismo, com o advento do operariado. A indústria se acelerou e marcou a história como a era da industrialização.

Atualmente, precisamos redescobrir a missão que Bárbara nos legou, cultivar uma postura de fidelidade criativa ao Carisma fundacional – “Busca contínua da Vontade de Deus, caracterizada pelo seguimento radical a Jesus Cristo, que veio para cumprir os desígnios do Pai. Supõe uma atitude de total e permanente disponibilidade aos apelos da Igreja em cada momento histórico”. (Constituições 1987)

A missão da Vida Consagrada nasce no coração da Trindade: no amor do Pai que nos torna filhas, no amor de Jesus que nos torna Irmãs e no Espírito Santo que nos convoca à comunhão de vida com Deus e à participação fraterna na comunidade humana.Olhando às Pessoas da Santíssima Trindade, especialmente Jesus, o revelador do Projeto do Pai por meio do Espírito Santo, nossa missão é o compromisso com a VIDA. Percebendo a realidade do povo, comprometemo-nos com os pobres, buscando resgatar e defender a dignidade da pessoa, promovendo-a em comunidade.

Fonte: http://www.icm-sec.org.br/site/institucional.php?id=1

http://www.vatican.va/news_services/liturgy/2008/documents/ns_lit_doc_2008_beatificazioni-approvate_it.html

ORAÇÃO

Deus, Pai de bondade e misericórdia, que escolhestes BÁRBARA MAIX para cumprir sempre e em tudo a Vossa Vontade, especialmente junto aos mais necessitados, concedei-nos, Vós que conheceis nossas esperanças e sofrimentos, a GRAÇA de que tanto precisamos…

Pedimos, também, por intermédio do Imaculado Coração de Maria, a Beatificação de Vossa fiel serva. Amém!

Ave Maria…

Abaixo notícia a respeito da beatificação de Madre Bárbara Maix:


"Cerimônia de beatificação de Madre Bárbara provoca mudanças no trânsito da Capital


Evento deve levar milhares hoje ao Gigantinho

Juliana Bublitz
juliana.bublitz@zerohora.com.br

A cerimônia de beatificação de Madre Bárbara provoca mudanças no trânsito da Capital. Desde as 7h deste sábado, o trecho da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) entre a Avenida Ipiranga e o Parque Gigante está bloqueado.

O local será usado como estacionamento para os ônibus. A alternativa para quem se dirige da Zona Sul ao Centro ou vice-versa é a Avenida Padre Cacique, onde o trânsito estará liberado. Os portões serão abertos às 10h30min.

Cerimônia reunirá milhares de pessoas

Religiosos de todo o Rio Grande do Sul viverão hoje, em Porto Alegre, um dia histórico. Pela primeira vez, a Capital será palco de um dos mais importantes ritos da Igreja Católica: uma cerimônia de beatificação, que terá como protagonista Madre Bárbara Maix, austríaca de nascimento e gaúcha de coração, cuja fama de protetora de órfãos, mulheres e pobres se espalhou pelo país e pelo mundo.

Morta em março de 1873, Madre Bárbara viveu por 14 anos na cidade que hoje a consagrará beata. Da Capital, a irmã comandou asilos, orfanatos, pensionatos e escolas da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Também foi em Porto Alegre, sede da entidade no Estado, que ganhou força a luta por sua beatificação – o primeiro passo rumo à santidade.

— Foram 20 anos de muito trabalho, com a ajuda de muita gente. Com a confirmação do Vaticano, sinto que estamos realizando nossa missão — afirma a irmã Gentila Richetti, postuladora da causa.

Hoje, a partir das 13h30min, o sonho de Gentila finalmente se tornará realidade. Mais de 15 mil pessoas são esperadas no ginásio Gigantinho, onde uma megaestrutura foi montada para dar à celebração a solenidade que merece. Das estolas que serão usadas por 319 padres – especialmente confeccionadas para a data – aos ornamentos enfeitando o altar, tudo foi pensado nos mínimos detalhes. Haverá, inclusive, dois telões do lado de fora, para que ninguém deixe de acompanhar o evento.

Mais do que uma missa tradicional, a cerimônia incluirá o que os católicos chamam de Rito de Beatificação. Comandado por dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico da Igreja no Brasil, e dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, o ritual culminará com a leitura de uma carta do Papa Bento XVI.

O documento confirmará o milagre atribuído a Bárbara – ela seria responsável pela cura de um menino atingido por uma panela de água fervente em 1944 – e consagrará a irmã como bem-aventurada. Antes e depois da oficialização, estão programadas algumas surpresas, preparadas cuidadosamente pela congregação.

— Não podemos contar tudo para não estragar a festa, mas, com certeza, muita gente vai se emocionar — diz Gentila.

Gigantinho transformado para evento

Em homenagem a Madre Bárbara, o ginásio Gigantinho passou por uma transformação ontem, na Capital. Durante todo o dia, integrantes da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria trabalharam na ornamentação do espaço onde será celebrada a beatificação.

Montado sobre o palco, em uma das extremidades do ginásio, o altar recebeu cortinas brancas, flores em tons claros, velas, crucifixo e iluminação especial.

Nas proximidades, foi disposta uma vela principal que chama a atenção pela beleza. Com 80 centímetros de altura e 15 centímetros de diâmetro, o objeto traz uma imagem da beata.

– Essa vela foi feita especialmente por irmãs carmelitas – contou a irmã Élida Debastiani, coordenadora da equipe de liturgia.

Além do trabalho de ornamentação, do qual participaram mais de 15 freiras, o ginásio recebeu mais de 300 crianças ligadas a obras da congregação. O grupo ensaiou para as apresentações artísticas que antecederão o Rito de Beatificação.

Quem foi Madre Bárbara

- Bárbara Maix nasceu em 27 de junho de 1818, na Áustria. Era de família pobre e, aos 15 anos, ficou órfã.

- Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1848 e, um ano depois, fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

- Em 1856, transferiu-se para Porto Alegre, onde acolheu as crianças da Roda dos Expostos da Santa Casa – onde mães deixavam filhos recém-nascidos rejeitados.

- Da Capital, por 14 anos, comandou asilos, orfanatos, pensionatos e escolas da congregação pelo Estado.

- No fim da vida, voltou ao Rio para assumir a sua última missão.

- Morreu em 17 de março de 1873, aos 54 anos.

O MILAGRE

- Na manhã de 10 de julho de 1944, um acidente doméstico mudou a vida de uma família de São Sebastião do Caí.

- Aos quatro anos, o menino Onorino Ecker foi atingido por uma panela com água fervente.

- No hospital, os médicos desenganaram o menino.

- Uma das irmãs do Imaculado Coração de Maria começou uma novena com os parentes da criança, pedindo ajuda a Madre Bárbara Maix. Quinze dias depois, o menino deixou o hospital, curado.

- O milagre atribuído a ela passou por uma bateria de análises médicas e teológicas até ser referendado pelo Vaticano."

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3100778.xml

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Mais informações:

Beata Bárbara Maix
(27/jun/1818 - †17/mar/1873)

Religiosa e fundadora da congregação das irmãs do Imaculado Coração de Maria

Bárbara nasceu em Viena, Áustria, filha de José Maix[1] e Rosália Mauritz. Cresceu num lar muito pobre, solidamente edificado na fé cristã. Seu pai era camareiro do Imperador no palácio de Schonbrunn, mas a família vivia na miséria. A desnutrição ocasionou a morte de vários filhos do casal. Seus pais, porém, transmitiram a Bárbara o espírito de luta e coragem.

Aos 15 anos ela ficou órfã de pai e mãe. As 5 irmãs perderam inclusive a casa em que viviam. Enfrentando a vida praticamente sozinha, fez curso de modista, habilitando-se a ensinar corte e costura, bordado e artes femininas. Passava horas inteiras em oração na Igreja de Nossa Senhora da Escada, onde, à luz da pregação dos padres redentoristas, percebeu a necessidade de se empenhar na solução dos graves problemas sociais de Viena. Pensou em fundar a Congregação do Sagrado Coração de Maria, e em 1843 abriu uma pensão destinada a acolher moças desempregadas. Com Bárbara já estavam reunidas 18 congregadas, sob a orientação espiritual e apoio do Pe. João Nepomuceno Pöckl, redentorista.

Em 1848 explodiu a revolução liberal em Viena, perseguindo a Igreja e associações religiosas. Bárbara e suas companheiras foram obrigadas a abandonar sua residência. Dispôs-se a ir para a América do Norte. Reuniu 21 companheiras. Enquanto aguardavam, no porto de Hamburgo, aportou um barco com destino ao Brasil, e entendeu Bárbara ser esta a Vontade de Deus. Decidiu partir, e acompanhou-as o Pe. Pöckl, que também tencionava fundar a Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração de Maria, e mais dois jovens da família Hamberger.

Chegaram ao Rio de Janeiro em 9 de novembro, “sem dinheiro, sem conhecimento de ninguém, sem saber a língua, com muita fome, mas cheias de confiança em Deus e em Nossa Senhora”, escreveu Isabel, uma das congregadas. A pedido de Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Bispo do Rio de Janeiro, foram acolhidas pelas Irmãs Concepcionistas por seis meses. Particularmente, preparavam-se para o dia da vestição religiosa, que ficou marcada para o dia 8 de maio de 1849. Emitiram os votos religiosos e ficou ereta, juridicamente, a Congregação do Sagrado Coração de Maria, já com 22 membros. Me. Bárbara recebeu o nome religioso de Me. Maria Bárbara da Santíssima Trindade.

Bárbara sentia-se comprometida com os pobres e necessitados. Acolhiam mulheres que procuravam asilo, dedicavam-se à educação das jovens mais abandonadas e cuidavam dos doentes. As primeiras experiências de trabalho pastoral junto ao povo foram nos colégios, e ocorreram em circunstâncias adversas para a Congregação. Eram pobres, não tinham casa própria, experimentavam muitas privações e insegurança.

A Vontade de Deus norteava a vida de Bárbara, e estava sempre aberta para entender o que Deus pedia a ela. Assim, devido ao problema da orfandade no Brasil, que ia se agravando em conseqüência das epidemias e da Guerra do Paraguai, Madre Bárbara passou a prestar serviço em diversos Asilos do Império: em Niterói (RJ), Pelotas e Porto Alegre (RS). As Irmãs cuidavam também dos empestados e vítimas da guerra.

Foram grandes e incontáveis os sofrimentos da Fundadora. Nos Asilos mantidos por sociedades leigas, pertencentes à maçonaria, Bárbara sofreu toda sorte de hostilidade. Lutas e contradições, dificuldades de toda espécie foram, aos poucos, consolidando e definindo posições das Irmãs com relação à Fundadora. Um grupo de Irmãs do Asilo de Pelotas, influenciado e apoiado pela Diretoria, separou-se da Congregação.

Em Porto Alegre, algumas Irmãs apresentaram a Dom Sebastião Dias Laranjeira, Bispo do Rio Grande do Sul, acusações contra a Fundadora, ocasionando a visita canônica ao Asilo Providência, onde residia Madre Bárbara. Críticas infundadas e calúnias difamaram a fundadora e as irmãs que lhe eram fiéis. Bárbara sofreu muito. Na sua simplicidade e humildade, aceitou mais essa provação e deixou Porto Alegre. Nas suas cartas ofereceu a todas o seu perdão.

Em 31 de dezembro de 1870, Bárbara partiu para o Rio de Janeiro, onde assumiu a Escola Doméstica, destinada a acolher moças órfãs, e aí permaneceu até um mês antes de sua morte. Faleceu em Catumbi (RJ), onde morava com quatro Irmãs, numa casa emprestada. Era de saúde frágil, sofria da asma e do coração. No dia 17 de março de 1873, sentiu-se mal após a missa, e acompanhada por uma irmã, sentou-se em sua cadeira de braços onde muitas vezes passava as noites nos momentos de crise, e faleceu com um sorriso nos lábios, um sorriso de paz. Tinha 55 anos. Sua fé foi imbatível. Deixou o perdão como herança, e a todos o perfume da sua santidade.

A partir de então suas acusadoras começaram a reconhecer suas virtudes e penitenciar-se pelo mal cometido contra ela. Algum tempo após sua morte forma encontradas entre suas correspondências, as cartas datadas de 1872, e que Madre Jacinta havia escrito às autoridades eclesiásticas e ao Imperador contando toda a verdade sobre o acontecido e retratando-se, pedindo perdão à fundadora. Madre Bárbara guardara estas cartas, que depois de lidas pelas autoridades lhe foram entregues, para evitar a humilhação de suas filhas perante a Igreja e o governo Imperial.

Praticou, heroicamente, todas as virtudes com fidelidade e constância até a morte, buscando sempre e em tudo a Vontade de Deus, servindo-se de todos os meios para corresponder-Lhe. Era devotíssima da Santíssima Trindade, em cujo nome abençoava as Irmãs. Amava a Eucaristia e passava horas e horas diante do sacrário. A palavra de Deus era todo o seu sustento e alegria. Com grande docilidade deixava-se conduzir pelo Espírito Santo. Seu amor à Mãe de Deus era tal que dedicou a Congregação ao seu Coração. Desde a infância, nutriu especial devoção ao Menino Jesus. Perdoava a todos com todo o gosto e consolo do coração. Alegrava-se no sofrimento por imitar a Jesus Crucificado. Mostrou-se sempre filha obediente e fiel à Igreja e ao Santo Padre, dócil e reverente aos Srs. Bispos e Sacerdotes. Viveu sua consagração religiosa de modo perfeito e exemplar. Abandonada em Deus, vigiava para não ofender a Divina Majestade com o mínimo ato de imperfeição. Buscou, incessantemente a Deus e Sua Glória.

Aparentemente sua vida foi um fracasso, mas ela simplesmente imitava a Cristo Crucificado. Tinha certeza, como demonstram suas cartas, que Deus tinha fundado a sua Congregação, e apesar de ela parecer aniquilada, com um só aceno a reergueria. Como Cristo ressuscitou, sua Congregação também, e ela prosperou e se expandiu. Presente em 15 estados do Brasil, encontra-se também no Haiti, Moçambique, Paraguai, Venezuela, Bolívia e Itália.

Oração

Deus, Pai de bondade e misericórdia, que escolhestes Bárbara Maix para cumprir sempre e em tudo a Vossa Vontade, especialmente junto aos mais necessitados, concedei-nos, Vós que conheceis nossas esperanças e sofrimentos, a Graça de que tanto precisamos...Pedimos, também, por intermédio do Imaculado Coração de Maria, a Beatificação de Vossa fiel serva. Amém!

Ave-Maria...

Dies natalis: 17 de março

Restos Mortais: trasladados do Rio de Janeiro para Porto Alegre, RS, em 1957; aos 20/nov/1987 foi inumada na Capela São Rafael, do Instituto Coração de Maria (Rua Riachuelo, 508).

Causa de Canonização: sediada na Arquidiocese de Porto Alegre (competentia fori transferida da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro). Ator: Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

Processo informativo diocesano iniciado em 19/jun/1993 e encerrado em 29/nov/1996. Decreto de validade e nomeação do relator em 15/mai/1998. Publicação da Positio em 16/out/2002. Aprovação da Comissão Histórica em 29/abr/2003. Decreto das Virtudes Heróicas em 3/julho/2008. Decreto sobre o Milagre em 27/março/2010. Beatificação em 06/novembro/2010. Postuladora: Ir. Gentila Richetti, ICM (formacao@cpovo.net).

Bibliografia sobre a SD. Bárbara Maix:

Irmã Ignez CUNHA. Taça Aberta. Santa Maria (RS): Publicação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, 2ªed., 1982 (Biografia de Me. Bárbara)

Pediram...e Alcançaram. Porto Alegre: Publicação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, 1996 (resumos de relatos de graças alcançadas pela intercessão de Me. Bárbara de 1947 a 1995)

Pediram...e Alcançaram - 2o. Volume. Porto Alegre: Publicação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, 2005 (resumos de relatos de graças alcançadas pela intercessão de Me. Bárbara de 1995 a 2004).

Site Oficial da Congr. das Irmãs do Imaculado Coração de Maria: http://www.icm-sec.org.br/

Para comunicar graças alcançadas e maiores informações:

Sede Geral da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria

Ramiro Barcelos, 1001 – Bairro Independência

90035-005 – Porto Alegre – RS – Brasil. Tel.: (51) 3312-4600. E-mail: sede.geral@icm-sec.org.br

Blog da beatificação: http://barbaramaix.blogspot.com/




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SAUDADE SIM. TRISTEZA NÃO!



Saudade Sim, Tristeza Não. Dia de Finados.
Olá amigos do Grupo Água Viva!


A Igreja celebra em 02 de novembro o Dia de Finados. Trata-se de um dia dedicado a todos os nossos entes queridos que já partiram desta vida para a Eternidade, e que muitas saudades deixaram em nossos corações.


Entretanto, é bom observar que a morte é um tema polêmico, que faz surgir inúmeras discussões a respeito do que vem depois. Também há muita controvérsia em torno do porquê da morte, principalmente quando colhe pessoas jovens, provocando intenso trauma nas famílias.
Como sempre sustentamos, nada melhor do que a Bíblia para nos dar a palavra certe e adequada à compreensão dos momentos marcados pela morte. Portanto, passamos a analisar algumas passagens bíblicas.


“As almas dos justos, ao contrário, estão nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos, aqueles pareciam ter morrido, e o seu fim foi considerado uma desgraça. Os insensatos pensavam que a partida dos justos do nosso meio era um aniquilamento, mas agora estão na paz. (...) Por uma breve pena receberão grandes benefícios, porque Deus os provou e os encontro dignos dele. Deus examinou-os como ouro no crisol, e os aceitou como holocausto perfeito. (...) Porque o justo morre prematuramente? Ainda que morra prematuramente o justo encontrará repouso. Velhice honrada não consiste em ter vida longa, nem é medida pelo número de anos. (...) O justo agradou a Deus, e Deus o amou. Como ele vivia entre os pecadores Deus o transferiu. Foi arrebatado, para que a malícia não lhe pervertesse os sentimentos, ou para que o engano não o seduzisse. (...) Amadurecido em pouco tempo, o justo atingiu a plenitude de uma vida longa. A alma dele era agradável ao Senhor, e este se apressou a retirá-lo do meio da maldade. Muita gente vê isso mas não compreende nada; não reflete que a graça e a misericórdia de Deus são para seus escolhidos, e a proteção dele é para os seus santos. (...) Muita gente verá o fim do sábio, mas não compreenderá o que Deus queria a respeito dele, nem porque o colocou em segurança. (...) Os justos, porém, vivem para sempre, recebem do Senhor a recompensa e o Altíssimo cuida deles....” (Livro da Sabedoria, Capítulos 3, 4 e 5, Edição Pastoral).

Você percebeu? Observou bem? Portanto, não se deixe enganar, a morte é um capítulo da vida, todos passaremos por este caminho. Feliz quem viveu uma vida justa e santa, pois sua recompensa será incomparável e eterna. Lembre-se sempre que os mortos estão mortos na Terra, porém vivos no Céu.


Apesar de tudo isso que estamos lendo, observa-se que é muito difícil superar os traumas da morte, principalmente quando ela vem de modo trágico ou repentino. A tristeza bate forte e a saudade da pessoa amada aperta forte o coração. Nesses momentos chorar é bom, porém não se pode chorar para sempre, pois chorar para sempre é neurose.


O Livro do Eclesiástico traz uma passagem muito interessante a respeito da tristeza, passagem esta que convém transcrever:


“não se deixe dominar pela tristeza, nem se aflija com preocupações. Alegria do coração é vida para o homem, e a satisfação lhe prolonga a vida. Anime-se e console o coração e afaste a melancolia para longe. Pois a tristeza já arruinou muita gente, e não serve para nada.” (Eclo. 30 21-23)



Portanto, se você perdeu alguém, chore e guarde o luto conforme o costume e a tradição, pelo tempo recomendado, depois conforme-se, pois a tristeza não tem utilidade alguma, nem para você e muito menos para o falecido. Lembre-se: SAUDADE SIM, TRISTEZA NÃO.


Ao invés de ficar chorando ou se lamentando, reze pela pessoa que faleceu. Mande rezar missas por ele ou por ela. Comungue, faça obras de caridade, faça boas obras em honra da pessoa falecida, isso sim será de grande proveito para a alma, pois temos em nós a certeza da ressurreição.


Meus amigos, peço que não esqueçam seus mortos e nem os trate como pessoas perdidas. Eu não me conformo quando ouço alguém dizer: “perdi meu irmão!” ou “perdi meu pai!”, pois, se cremos na ressurreição, eles não estão perdidos.


Nunca se esqueça dos falecidos de sua família. Trate-os como pessoas transferidas para outro local, local este onde no futuro você também estará. Muitas vezes, ainda no velório, há toda aquela comoção, porém na missa de sétimo dias há apenas alguns parentes do falecido e, um certo tempo depois, ele cai no mais completo esquecimento. Isso é um grande erro.


Reze pelos seus falecidos. Reze sempre. Não acredite em doutrinas que proíbem os fiéis de rezarem pelos mortos, pois tais doutrinas contradizem grosseiramente a Sagrada Escritura. O Livro do Eclesiástico, em seu Capítulo 7, versículo 33, diz claramente: “Não negue sua atenção nem aos mortos”. O Livro dos Macabeus demonstra o sacrifício realizado em prol das pessoas que morreram em combate. Portanto, é bom e salutar rezar pelos mortos, uma obra de piedade e amor.


Muito mais poderíamos escrever, porém, a fim de não deixar a postagem muito extensa, reunimos o que acima foi exposto, para que todos saibam que a morte para o justo é uma transferência para o Paraíso, razão pela qual devemos nós buscar esta condição de justos, para merecer na outra vida o prêmio da bem-aventurança.


Tenham todos uma feliz semana.




SAUDADE SIM!!!! TRISTEZA NÃO!!!!

A paz de Jesus e o amor de Maria.