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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Tempo do Advento!



Advento - O Significado
A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. 

Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Origem

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de São Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.
Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

As Figuras do Advento:

ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lo como presença
já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A Celebração do Advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

 Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/pagina_conteudo.asp?acao=editar&id_nivel=156&id_materia=11620

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Exame de Consciência - Preparando-se para a Confissão.


COMO SE PREPARAR PARA UMA BOA CONFISSÃO


Muitas confissões não são frutuosas por uma série de motivos. Entre os princípios está a forma superficial como algumas pessoas confessam. Toda confissão exige uma preparação feita com oração e um bom exame de consciência: "... prepara-te... para sair ao encontro de ter Deus" (Am 4,12).

PREPARAÇÃO COM A ORAÇÃO

1. O Local: escolha um lugar tranqüilo para passar um tempo a sós com o Senhor. Se possível, diante do sacrário.

2. A Oração: tenha presente que a finalidade é preparar-se para uma confissão frutuosa. Se estiver diante do sacrário, fique olhando para Ele sem se preocupar com as palavras. Sinta a presença de vida a brotar desse lugar santo.

Caso esteja em qualquer outro lugar, não tenha pressa em fazer a oração. Feche seus olhos, enxergue Jesus sorrindo para você e iluminando-o com sua luz.

A seguir, abra seu coração em agradecimento ao Senhor pela oportunidade de poder renovar Seu perdão em sua vida. Você pode agradecer lembrando fatos do passado em que sentiu a cura de Deus, assim como as bênçãos recebidas desde a sua última confissão.

O passo seguinte é pedir para fazer um bom exame de consciência.

3. Procurar um sacerdote para fazer uma boa confissão. Ao terminar a confissão, não tenha pressa em retornar as atividades. Permaneça alguns instantes agradecendo pelo perdão recebido, e se houver algo a ser reparado por palavras e atitudes, faça-o sem demora.

No caso de problemas de relacionamento, ore para que o Senhor tire os efeitos das feridas emocionais, sem ficar buscando culpados. Também interceda pelas pessoas que o magoaram ou que você magoou. Peça o auxílio da graça para que o perdão da confissão vá curando as faltas e defeitos confessados.

SUGESTÃO DE UM BREVE EXAME DE CONSCIÊNCIA

1. Mandamento: "Amar a Deus sobre todas as coisas".

Tenho dado tempo em meu dia para Deus, buscando-o pela oração, lendo sua Palavra, oferecendo-lhe meus trabalhos e evitando todo mal?

2. Mandamento: "Não tomar seu santo nome em vão".

Sou dado a usar o nome de Deus de qualquer modo? Tenho blasfemado ou feito juramentos falsos? Fiz promessas e não cumpri?

3. Mandamento: "Guardar domingos e festas".

Tenho honrado o dia do Senhor e os dias santificados participando da santa missa, ou tenho trocado por outros compromissos?

4. Mandamento: "Honrar pai e mãe".

Tenho amado os meus pais, independentemente de seus aparentes defeitos? Sendo necessário, tenho colaborado com suas necessidades materiais e espirituais?

5. Mandamento: "Não matar".

Tenho prejudicado a vida, a integridade física, fama ou honra do próximo... Tenho aconselhado ou praticado o aborto? Tenho guardado rancor?

6. Mandamento: "Não pecar contra a castidade".

Tenho consentido em meus pensamentos ou desejos? Respeitei meu corpo ou o corpo de outras pessoas como templo do Espírito Santo?

7. Mandamento: "Não furtar."

Tenho roubado, prejudicado no trabalho ou negócios ou desejado injustamente os bens do próximo?

8. Mandamento: "Não levantar falso testemunho".

Tenho sido leal e verdadeiro? Ou prejudicado os outros com palavras falsas, calúnias, fofocas, juízos temerários, violação de segredo?

9. Mandamento: "Não desejar a mulher do próximo."

Tenho sido fiel a meu esposo ou esposa em meus desejos e relações com os outros?

10. Mandamento: "Não cobiçar as coisas alheias".

Tenho sido dominado pela ambição desregrada, a ponto de usar meios desonestos para alcançar alguma vantagem financeira? Tenho sentido inveja do progresso do meu próximo?

Exame de Consciência - Preparando-se para a Confissão.


COMO SE PREPARAR PARA UMA BOA CONFISSÃO


Muitas confissões não são frutuosas por uma série de motivos. Entre os princípios está a forma superficial como algumas pessoas confessam. Toda confissão exige uma preparação feita com oração e um bom exame de consciência: "... prepara-te... para sair ao encontro de ter Deus" (Am 4,12).

PREPARAÇÃO COM A ORAÇÃO

1. O Local: escolha um lugar tranqüilo para passar um tempo a sós com o Senhor. Se possível, diante do sacrário.

2. A Oração: tenha presente que a finalidade é preparar-se para uma confissão frutuosa. Se estiver diante do sacrário, fique olhando para Ele sem se preocupar com as palavras. Sinta a presença de vida a brotar desse lugar santo.

Caso esteja em qualquer outro lugar, não tenha pressa em fazer a oração. Feche seus olhos, enxergue Jesus sorrindo para você e iluminando-o com sua luz.

A seguir, abra seu coração em agradecimento ao Senhor pela oportunidade de poder renovar Seu perdão em sua vida. Você pode agradecer lembrando fatos do passado em que sentiu a cura de Deus, assim como as bênçãos recebidas desde a sua última confissão.

O passo seguinte é pedir para fazer um bom exame de consciência.

3. Procurar um sacerdote para fazer uma boa confissão. Ao terminar a confissão, não tenha pressa em retornar as atividades. Permaneça alguns instantes agradecendo pelo perdão recebido, e se houver algo a ser reparado por palavras e atitudes, faça-o sem demora.

No caso de problemas de relacionamento, ore para que o Senhor tire os efeitos das feridas emocionais, sem ficar buscando culpados. Também interceda pelas pessoas que o magoaram ou que você magoou. Peça o auxílio da graça para que o perdão da confissão vá curando as faltas e defeitos confessados.

SUGESTÃO DE UM BREVE EXAME DE CONSCIÊNCIA

1. Mandamento: "Amar a Deus sobre todas as coisas".

Tenho dado tempo em meu dia para Deus, buscando-o pela oração, lendo sua Palavra, oferecendo-lhe meus trabalhos e evitando todo mal?

2. Mandamento: "Não tomar seu santo nome em vão".

Sou dado a usar o nome de Deus de qualquer modo? Tenho blasfemado ou feito juramentos falsos? Fiz promessas e não cumpri?

3. Mandamento: "Guardar domingos e festas".

Tenho honrado o dia do Senhor e os dias santificados participando da santa missa, ou tenho trocado por outros compromissos?

4. Mandamento: "Honrar pai e mãe".

Tenho amado os meus pais, independentemente de seus aparentes defeitos? Sendo necessário, tenho colaborado com suas necessidades materiais e espirituais?

5. Mandamento: "Não matar".

Tenho prejudicado a vida, a integridade física, fama ou honra do próximo... Tenho aconselhado ou praticado o aborto? Tenho guardado rancor?

6. Mandamento: "Não pecar contra a castidade".

Tenho consentido em meus pensamentos ou desejos? Respeitei meu corpo ou o corpo de outras pessoas como templo do Espírito Santo?

7. Mandamento: "Não furtar."

Tenho roubado, prejudicado no trabalho ou negócios ou desejado injustamente os bens do próximo?

8. Mandamento: "Não levantar falso testemunho".

Tenho sido leal e verdadeiro? Ou prejudicado os outros com palavras falsas, calúnias, fofocas, juízos temerários, violação de segredo?

9. Mandamento: "Não desejar a mulher do próximo."

Tenho sido fiel a meu esposo ou esposa em meus desejos e relações com os outros?

10. Mandamento: "Não cobiçar as coisas alheias".

Tenho sido dominado pela ambição desregrada, a ponto de usar meios desonestos para alcançar alguma vantagem financeira? Tenho sentido inveja do progresso do meu próximo?

O grande Valor da Comunhão Espiritual - Para Divorciados e Pessoas em Segunda União.



"A Igreja convida os divorciados recasados a unir-se a Cristo

A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que nos levam a uma íntima união com Cristo, e Jesus não deixará de nos conceder as suas copiosas bênçãos.

Nos dias de hoje, pode-se fazer, com frequência, a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus ao longo dos dias da nossa vida. Ela é e pode ser o único meio de união e intimidade com Deus para quem, por exemplo, não guardou uma hora de jejum eucarístico, vive numa situação de irregularidade perante a Igreja ou pratica outra religião.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, "mas podem recebê-la espriritualmente" na hora santa, ao entrar em uma igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, ou nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida. "Senhor, que de Vós jamais me aparte" (Jo 6,35), pois, "Quem come deste pão viverá eternamente" (Jo 6,58).

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer essa comunhão.

a) nos Documentos da Igreja

Um dos melhores meios para os divorciados recasados participarem ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

Que o magistério reconheça a relação entre a graça e a comunhão espiritual que se deduz especialmente do convite que a mesma Igreja faz aos divorciados recasados de unir-se a Cristo pela comunhão espiritual.

Mais ainda: "Os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça" (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos,1994, n.6).

"A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, poderia e deveria ser em maior medida promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente, quer para servir de verdadeiro conforto a quantos não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, quer por várias razões. Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos - afirmam os bispos do Sínodo - a tristeza de quantos não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar sem conformidade com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9). Alguns divorciados que voltaram a casar-se aceitam com sofrimento o fato de não poderem receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo com irregularidade na sua situação (cf. CIC 2384), vocês não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos-lhes que participem na Santa Missa dominical e que se dediquem assiduamente à escuta da Palavra de Deus para que ela possa alimentar a sua vida de fé, caridade e partilha" (MENSAGEM DA XI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS AO POVO DE DEUS. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).

A Exortação Apostólica pós-sinodal "Sacramentum caritatis", de 22 de fevereiro de 2007, confirma: "Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual" (171) SC,55).

b) Na teologia

É importante, segundo o padre G. Muraro redescobrir a doutrina do desejo do sacramento - através da comunhão espiritual - para continuar a presença de Jesus na vida dos divorciados. Ele apela ao antigo princípio, segundo o qual o caminho sacramental não esgota todos os caminhos da graça.

O lugar teológico de referência para entender este caminho alternativo se encontra em Santo Tomás , o qual trata da comunhão espiritual.

Segundo a explicação de Santo Tomás, a realidade do sacramento pode ser obtida antes da recepção ritual do mesmo sacramento, somente pelo fato que se desejar recebê-lo (cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologicae, III, q. 80,a, 4).

O valor da comunhão espiritual como caminho extrasacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja "com firme confiança, crê que, mesmo aqueles afastatos do mandamento do Senhor e que vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84" (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).

Dom Edvaldo, enfatizando o valor e o bem da comunhão espiritual, encoraja os casais em segunda união e os aconselha a fazer esta comunhão na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor for tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.

Padre Luciano Scampini, Sacerdote da paróquia N. S. Aparecida, da Arq. Campo Grande. 17/9/2010."

Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/

O grande Valor da Comunhão Espiritual - Para Divorciados e Pessoas em Segunda União.



"A Igreja convida os divorciados recasados a unir-se a Cristo

A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que nos levam a uma íntima união com Cristo, e Jesus não deixará de nos conceder as suas copiosas bênçãos.

Nos dias de hoje, pode-se fazer, com frequência, a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus ao longo dos dias da nossa vida. Ela é e pode ser o único meio de união e intimidade com Deus para quem, por exemplo, não guardou uma hora de jejum eucarístico, vive numa situação de irregularidade perante a Igreja ou pratica outra religião.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, "mas podem recebê-la espriritualmente" na hora santa, ao entrar em uma igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, ou nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida. "Senhor, que de Vós jamais me aparte" (Jo 6,35), pois, "Quem come deste pão viverá eternamente" (Jo 6,58).

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer essa comunhão.

a) nos Documentos da Igreja

Um dos melhores meios para os divorciados recasados participarem ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

Que o magistério reconheça a relação entre a graça e a comunhão espiritual que se deduz especialmente do convite que a mesma Igreja faz aos divorciados recasados de unir-se a Cristo pela comunhão espiritual.

Mais ainda: "Os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça" (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos,1994, n.6).

"A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, poderia e deveria ser em maior medida promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente, quer para servir de verdadeiro conforto a quantos não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, quer por várias razões. Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos - afirmam os bispos do Sínodo - a tristeza de quantos não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar sem conformidade com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9). Alguns divorciados que voltaram a casar-se aceitam com sofrimento o fato de não poderem receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo com irregularidade na sua situação (cf. CIC 2384), vocês não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos-lhes que participem na Santa Missa dominical e que se dediquem assiduamente à escuta da Palavra de Deus para que ela possa alimentar a sua vida de fé, caridade e partilha" (MENSAGEM DA XI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS AO POVO DE DEUS. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).

A Exortação Apostólica pós-sinodal "Sacramentum caritatis", de 22 de fevereiro de 2007, confirma: "Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual" (171) SC,55).

b) Na teologia

É importante, segundo o padre G. Muraro redescobrir a doutrina do desejo do sacramento - através da comunhão espiritual - para continuar a presença de Jesus na vida dos divorciados. Ele apela ao antigo princípio, segundo o qual o caminho sacramental não esgota todos os caminhos da graça.

O lugar teológico de referência para entender este caminho alternativo se encontra em Santo Tomás , o qual trata da comunhão espiritual.

Segundo a explicação de Santo Tomás, a realidade do sacramento pode ser obtida antes da recepção ritual do mesmo sacramento, somente pelo fato que se desejar recebê-lo (cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologicae, III, q. 80,a, 4).

O valor da comunhão espiritual como caminho extrasacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja "com firme confiança, crê que, mesmo aqueles afastatos do mandamento do Senhor e que vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84" (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).

Dom Edvaldo, enfatizando o valor e o bem da comunhão espiritual, encoraja os casais em segunda união e os aconselha a fazer esta comunhão na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor for tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.

Padre Luciano Scampini, Sacerdote da paróquia N. S. Aparecida, da Arq. Campo Grande. 17/9/2010."

Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Homem Moderno e o Homem Antigo.


Um dos objetivos que me levaram a criar este "blog" foi o de justamente divulgar e armazenar tudo o que aprendemos na vivência do grupo de oração. Na verdade, a mensagem que sempre deixamos é que Deus é real, concreto e atuante no mundo. Entretanto, é preciso abrir as portas do coração, é preciso ouvir quando o Senhor bate à porta, e abri-la.

Gostaria hoje de falar como o homem moderno vê a figura do Criador, bem como de compará-lo com o homem antigo, para ver se há, de fato, alguma diferença.

O homem primitivo caracterizou-se pela sua rebeldia, pela insubordinação de Adão, que quis ser como Deus, renunciando a tudo o que a Divina Providência lhe proporcionava no Paraíso. É importante que se diga que, quando se fala de Adão, não de fala de um indivíduo, de um homem único, mas de um gênero, o ser humano.
O homem moderno, o Adão contemporâneo, tem demonstrado uma rebeldia ainda maior. Não só não crê mais em Deus, como, por vezes, se coloca no lugar do Criador, manipulando a vida como se o ser humano fosse um "rato de laboratório". Outras vezes, o homem moderno ousa colocar-se no lugar de Deus, ao decidir quem vive e quem morre, como vemos em tantos crimes cometidos todos os dias, pelo mundo inteiro.
Na verdade, a diferença entre o homem moderno e o homem primitivo está na intensificação audácia, o homem moderno é mais abusado, pois o erro é sempre o mesmo. O homem, historicamente, vem cometendo sempre o mesmo erro, reiteradamente. O homem erra ao se afastar de Deus, e paga caro por esse erro, o preço da própria alma.

O homem, tanto o primitivo como o moderno, não quer saber de regras, nem de mandamentos, quer ser o seu próprio legislador, e acaba por ser escravo das leis que edita a seu bel prazer, e ainda chama isso de liberdade. Quando ouve falar de Deus, o homem moderno rapidamente faz a ligação com o passado, com a Idade Média, tachando de inferiores as pessoas que tem uma fé viva e vibrante.

É preciso despertar desta cegueira. O que é a vida senão uma passagem? O que vai ficar em nós depois que tudo passar? De que vale toda a ciência do mundo depois da morte?

Não repita o erro de Adão, coloque o Reino do Céus em primeiro lugar, e todo o restante lhe será possível. Coloque Deus como objetivo principal de sua vida, e você poderá alcançar todas as conquistas da ciência, pois na ciência não há nada de mal, salvo quando não se respeita a vida. Nada é impossível para aquele que crê, pois tudo conspira para o bem daqueles que amam a Deus.

Por último, insisto que não há incompatibilidade entre a fé e a ciência, a ciência é algo bom. Mas existe incompatibilidade em antepor as coisas deste mundo ao conhecimento de Deus, pois só o Senhor é para sempre. Tudo o que é do mundo fica no mundo, até o nosso próprio corpo. Mas o que é de Deus estará onde Deus estiver. Faça bem a sua escolha, pois é uma chance única.


Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre o NOSSO SENHOR!!!!

Um forte abraço.

A Paz de Jesus! e o Amor de Maria!!

Ah!!!. e não deixa de assistir o vídeo abaixo, é muito bom!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=QBcIGSsPmKQ

O Homem Moderno e o Homem Antigo.


Um dos objetivos que me levaram a criar este "blog" foi o de justamente divulgar e armazenar tudo o que aprendemos na vivência do grupo de oração. Na verdade, a mensagem que sempre deixamos é que Deus é real, concreto e atuante no mundo. Entretanto, é preciso abrir as portas do coração, é preciso ouvir quando o Senhor bate à porta, e abri-la.

Gostaria hoje de falar como o homem moderno vê a figura do Criador, bem como de compará-lo com o homem antigo, para ver se há, de fato, alguma diferença.

O homem primitivo caracterizou-se pela sua rebeldia, pela insubordinação de Adão, que quis ser como Deus, renunciando a tudo o que a Divina Providência lhe proporcionava no Paraíso. É importante que se diga que, quando se fala de Adão, não de fala de um indivíduo, de um homem único, mas de um gênero, o ser humano.
O homem moderno, o Adão contemporâneo, tem demonstrado uma rebeldia ainda maior. Não só não crê mais em Deus, como, por vezes, se coloca no lugar do Criador, manipulando a vida como se o ser humano fosse um "rato de laboratório". Outras vezes, o homem moderno ousa colocar-se no lugar de Deus, ao decidir quem vive e quem morre, como vemos em tantos crimes cometidos todos os dias, pelo mundo inteiro.
Na verdade, a diferença entre o homem moderno e o homem primitivo está na intensificação audácia, o homem moderno é mais abusado, pois o erro é sempre o mesmo. O homem, historicamente, vem cometendo sempre o mesmo erro, reiteradamente. O homem erra ao se afastar de Deus, e paga caro por esse erro, o preço da própria alma.

O homem, tanto o primitivo como o moderno, não quer saber de regras, nem de mandamentos, quer ser o seu próprio legislador, e acaba por ser escravo das leis que edita a seu bel prazer, e ainda chama isso de liberdade. Quando ouve falar de Deus, o homem moderno rapidamente faz a ligação com o passado, com a Idade Média, tachando de inferiores as pessoas que tem uma fé viva e vibrante.

É preciso despertar desta cegueira. O que é a vida senão uma passagem? O que vai ficar em nós depois que tudo passar? De que vale toda a ciência do mundo depois da morte?

Não repita o erro de Adão, coloque o Reino do Céus em primeiro lugar, e todo o restante lhe será possível. Coloque Deus como objetivo principal de sua vida, e você poderá alcançar todas as conquistas da ciência, pois na ciência não há nada de mal, salvo quando não se respeita a vida. Nada é impossível para aquele que crê, pois tudo conspira para o bem daqueles que amam a Deus.

Por último, insisto que não há incompatibilidade entre a fé e a ciência, a ciência é algo bom. Mas existe incompatibilidade em antepor as coisas deste mundo ao conhecimento de Deus, pois só o Senhor é para sempre. Tudo o que é do mundo fica no mundo, até o nosso próprio corpo. Mas o que é de Deus estará onde Deus estiver. Faça bem a sua escolha, pois é uma chance única.


Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre o NOSSO SENHOR!!!!

Um forte abraço.

A Paz de Jesus! e o Amor de Maria!!

Ah!!!. e não deixa de assistir o vídeo abaixo, é muito bom!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=QBcIGSsPmKQ

sexta-feira, 30 de julho de 2010

AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.


Amar a Deus Sobre Todas as Coisas

Todos sabemos a respeito dos mandamentos da Lei de Deus, pelo menos que são dez. O primeiro deles é "Amar a Deus Sobre Todas as Coisas", conclusão que se chega a partir da redação constante em Êxodo, capítulo 20, versículo 3. Note-se que a redação do Antigo Testamento diz claramente "Não tenha outros deuses diante de mim". Em outras palavras, o primeiro mandamento traduz a verdade constante no Evangelho, na qual Jesus orienta "Buscai Primeiro o Reino dos Céus" (Mat. 6, 24-34).

Mas o que isso significa para nós?

Significa que Deus é o que temos de mais importante na vida. Tudo na vida passa, se perde, se deprecia; só Deus é para sempre. Sendo assim, a alma sábia ama a Deus acima de todos os bens temporais, pois sabe muito bem que desta vida nada se leva, nem mesmo nosso corpo. Aliás, todos sabemos que "da vida nada se leva", porém na maior parte do tempo ficamos desatinados atrás de bens perecíveis, coisas da terra, deixando de lado o bens eternos, coisas do alto, descumprindo o primeiro mandamento que determina "Não tenha outros deuses diante de mim" ou "Amar a Deus sobre todas as coisas.". Servimos a um deus chamado "dinheiro" e a outros chamados "beleza", "prestígio", etc.


Basta notar o tempo que dedicamos para ganhar dinheiro, dinheiro este para pagar as contas, sendo que muitas destas contas sequer precisaríamos fazer. Ou, então, o tempo que gastamos para embelezar o nosso corpo (academia, ginástica, caminhadas, estética, etc.); ou, ainda, para adquirirmos conhecimentos supérfluos com o único propósito de impressionar as pessoas. Na verdade, nada disso é proibido, desde que você mantenha Deus no vértice de sua vida. Em outras palavras, põe Deus em primeiro lugar e todo o que você precisar lhe será possível pela própria graça da Divina Providência. Terá o dinheiro que precisar, saúde e discernimento.

Outro ponto que gostaria de acrescentar é que não podemos ter com Deus uma relação de débito-crédito.
Eu preciso algo? Então rezo e peço a graça. Em troca do favor divino eu pago uma promessinha, rezo o terço, faço uma novena. Isso está errado! Deus não é caixa eletrônico, que a gente passa o cartão (reza), põe a senha (promessa) e sai o dinheiro (graça).
Eu não preciso de nada? Nem lembro de Deus. Não vou à missa. Não rezo. Aqui está o grande erro que cometemos.
Isso precisa ser corrigido em nossa vida. DEUS NÃO É UM QUEBRA-GALHO, Ele é a essência da nossa vida, é tudo para nós, é muito mais que o ar que respiramos. Ele é a nossa salvação, e salvação de vida eterna.

Por isso, é preciso amar a Deus sobre todas as coisas.


Domingo é dia de ir à missa. Futebol, corridas, programas de televisão, passeios, etc.; nada disso pode fazer você perder o Supremo Banquete, pois aí se viola frontalmente o primeiro e principal mandamento. Se você precisa viajar ou trabalhar no domingo, então vá na missa no sábado ou outro dia da semana, mas não fique mais do que sete dias sem ira à missa, pois você entraria em estado de subnutrição espiritual, por falta do alimento da imortalidade (que é a Eucaristia, ou seja, o próprio Jesus, o Pão da Vida), o que é muito grave e provoca sequelas espirituais difíceis de serem superadas.


É preciso, ainda, por amor a Deus, abrir mão de tudo que nos afasta dEle, principalmente das ocasiões de pecado e dos atos de desonestidade. O pecado tem um preço, que é a morte da alma; a desonestidade também tem seu preço, que é a condenação eterna.

Portanto, amemos a Deus Senhor Nosso e, por amor a Ele, suportemos as afrontas que por certo virão. Pois, os sofrimentos deste mundo não têm comparação com a glória que nos é reservada para a eternidade.

Um forte abraço a todos.

AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.


Amar a Deus Sobre Todas as Coisas

Todos sabemos a respeito dos mandamentos da Lei de Deus, pelo menos que são dez. O primeiro deles é "Amar a Deus Sobre Todas as Coisas", conclusão que se chega a partir da redação constante em Êxodo, capítulo 20, versículo 3. Note-se que a redação do Antigo Testamento diz claramente "Não tenha outros deuses diante de mim". Em outras palavras, o primeiro mandamento traduz a verdade constante no Evangelho, na qual Jesus orienta "Buscai Primeiro o Reino dos Céus" (Mat. 6, 24-34).

Mas o que isso significa para nós?

Significa que Deus é o que temos de mais importante na vida. Tudo na vida passa, se perde, se deprecia; só Deus é para sempre. Sendo assim, a alma sábia ama a Deus acima de todos os bens temporais, pois sabe muito bem que desta vida nada se leva, nem mesmo nosso corpo. Aliás, todos sabemos que "da vida nada se leva", porém na maior parte do tempo ficamos desatinados atrás de bens perecíveis, coisas da terra, deixando de lado o bens eternos, coisas do alto, descumprindo o primeiro mandamento que determina "Não tenha outros deuses diante de mim" ou "Amar a Deus sobre todas as coisas.". Servimos a um deus chamado "dinheiro" e a outros chamados "beleza", "prestígio", etc.


Basta notar o tempo que dedicamos para ganhar dinheiro, dinheiro este para pagar as contas, sendo que muitas destas contas sequer precisaríamos fazer. Ou, então, o tempo que gastamos para embelezar o nosso corpo (academia, ginástica, caminhadas, estética, etc.); ou, ainda, para adquirirmos conhecimentos supérfluos com o único propósito de impressionar as pessoas. Na verdade, nada disso é proibido, desde que você mantenha Deus no vértice de sua vida. Em outras palavras, põe Deus em primeiro lugar e todo o que você precisar lhe será possível pela própria graça da Divina Providência. Terá o dinheiro que precisar, saúde e discernimento.

Outro ponto que gostaria de acrescentar é que não podemos ter com Deus uma relação de débito-crédito.
Eu preciso algo? Então rezo e peço a graça. Em troca do favor divino eu pago uma promessinha, rezo o terço, faço uma novena. Isso está errado! Deus não é caixa eletrônico, que a gente passa o cartão (reza), põe a senha (promessa) e sai o dinheiro (graça).
Eu não preciso de nada? Nem lembro de Deus. Não vou à missa. Não rezo. Aqui está o grande erro que cometemos.
Isso precisa ser corrigido em nossa vida. DEUS NÃO É UM QUEBRA-GALHO, Ele é a essência da nossa vida, é tudo para nós, é muito mais que o ar que respiramos. Ele é a nossa salvação, e salvação de vida eterna.

Por isso, é preciso amar a Deus sobre todas as coisas.


Domingo é dia de ir à missa. Futebol, corridas, programas de televisão, passeios, etc.; nada disso pode fazer você perder o Supremo Banquete, pois aí se viola frontalmente o primeiro e principal mandamento. Se você precisa viajar ou trabalhar no domingo, então vá na missa no sábado ou outro dia da semana, mas não fique mais do que sete dias sem ira à missa, pois você entraria em estado de subnutrição espiritual, por falta do alimento da imortalidade (que é a Eucaristia, ou seja, o próprio Jesus, o Pão da Vida), o que é muito grave e provoca sequelas espirituais difíceis de serem superadas.


É preciso, ainda, por amor a Deus, abrir mão de tudo que nos afasta dEle, principalmente das ocasiões de pecado e dos atos de desonestidade. O pecado tem um preço, que é a morte da alma; a desonestidade também tem seu preço, que é a condenação eterna.

Portanto, amemos a Deus Senhor Nosso e, por amor a Ele, suportemos as afrontas que por certo virão. Pois, os sofrimentos deste mundo não têm comparação com a glória que nos é reservada para a eternidade.

Um forte abraço a todos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

QUEM EU SOU? E EM QUEM EU ACREDITO?


Quem Eu Sou? E em Quem Eu Acredito?

Todas as vezes em que o tema “Religião” é discutido, invariavelmente, surge um repertório vasto de opiniões, umas apaixonadas, outras raivosas, muitas céticas e outras tantas sem qualquer fundamento lógico ou científico. Não há como falar no assunto sem que alguém verbalize raivosamente, utilizando argumentos como: inquisição, fé, fanatismo, pedofilia, exploração da fé alheia, terrorismo, etc. Isso tudo cria em torno do assunto uma confusão insuperável, uma miscelânea de idéias jogadas ao vento, como que se o ser humano fosse incapaz de, por si só, pensar com a própria cabeça, e decidir os rumos da própria vida.

Muito embora não possa ser vista só por este aspecto, a religião é uma forma de cooptação de pessoas, de obter um comportamento adequado, de condicionar posturas e de harmonizar a sociedade através de um comportamento digno e respeitoso para como todos. Isso significa que a religião permite o acesso a um poder extraordinário, poder de liderar e condicionar comportamentos, poder de mando e se se fazer obedecer. Isso é uma tentação para muitos, um atrativo para pessoas de má índole, ciosas de poder e riquezas. Portanto, a confusão que vemos espalhada pelo mundo é fruto da cobiça pelo poder religioso, ocasião em que: “Levados pelo amor ao dinheiro, procurarão, com palavras enganosas, fazer de vocês objeto de negócios” (2 Pedro 2-3).

Assim, por mais que se pergunte, por mais que se busque a resposta, nunca chegará a uma conclusão apropriada a pessoa que não tem cultura bíblica. É preciso conhecer as Sagradas Escrituras para não se deixar ludibriar. Jesus fez referências expressas aos falsos profetas, que seriam muitos e enganariam muitas pessoas; fez também referência ao castigo que por certo cairá sobre eles, ao pronunciar “apartai-vos de mim malditos”. Jesus também afirmou que a “árvore boa dá bons frutos” e que “é pelos frutos que se conhece a árvore”, afirmando ainda que “aquele que crê em mim fará também as coisas que eu faço” e que “quem me ama guardará minha Palavra”.

Diante de toda a confusão gerada no mundo em torno dos conceitos religiosos, como saber se estamos no caminho certo? Como verificar se nossa fé católica é verdadeira ou não?

Basta verificar como vivemos! A vida que eu vivo é que dirá quem eu sou. A minha conduta e o meu proceder é que serão minhas testemunhas no dia do Juízo. A vida que eu vivi é que falará de mim diante de Deus, e de tudo que fiz ou deixei de fazer prestarei contas. Muitos dizem: “diga-me com quem andas e eu te direi quem és!”. Eu, porém, falo diferente: Diga-me como vives e eu te direi quem és e em quem tu acreditas!

Portanto, eu sou a vida que eu vivo. Se eu vivo mal, é porque sou mau. Seu eu vivo na desonestidade, é porque sou desonesto. Seu eu vivo e tenho prazer no pecado, é porque eu sou pecador. Por outro lado, se eu vivo o bem e faço o bem a todos, eu sou bom. Se eu ouço a Palavra e a ponho em prática no meu dia-a-dia, eu sou de Cristo, e nele creio e acredito. Se eu vivo uma vida justa e correta, sendo íntegro e probo, eu sou de Deus e acredito que Deus é quem ele é, o Pai, o Altíssimo, o Todo-Poderoso, que tanto amou o mundo a ponto de dar-nos o Cristo como Salvador, e Maria Santíssima como medianeira de todas as Graças.

Assim, pois, vivamos praticando o Direito e a Justiça, imitando as virtudes de Jesus Cristo Senhor Nosso, ouvindo a Palavra e a colocando em prática no nosso dia-a-dia.

Tenham todos uma feliz semana.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria!

QUEM EU SOU? E EM QUEM EU ACREDITO?


Quem Eu Sou? E em Quem Eu Acredito?

Todas as vezes em que o tema “Religião” é discutido, invariavelmente, surge um repertório vasto de opiniões, umas apaixonadas, outras raivosas, muitas céticas e outras tantas sem qualquer fundamento lógico ou científico. Não há como falar no assunto sem que alguém verbalize raivosamente, utilizando argumentos como: inquisição, fé, fanatismo, pedofilia, exploração da fé alheia, terrorismo, etc. Isso tudo cria em torno do assunto uma confusão insuperável, uma miscelânea de idéias jogadas ao vento, como que se o ser humano fosse incapaz de, por si só, pensar com a própria cabeça, e decidir os rumos da própria vida.

Muito embora não possa ser vista só por este aspecto, a religião é uma forma de cooptação de pessoas, de obter um comportamento adequado, de condicionar posturas e de harmonizar a sociedade através de um comportamento digno e respeitoso para como todos. Isso significa que a religião permite o acesso a um poder extraordinário, poder de liderar e condicionar comportamentos, poder de mando e se se fazer obedecer. Isso é uma tentação para muitos, um atrativo para pessoas de má índole, ciosas de poder e riquezas. Portanto, a confusão que vemos espalhada pelo mundo é fruto da cobiça pelo poder religioso, ocasião em que: “Levados pelo amor ao dinheiro, procurarão, com palavras enganosas, fazer de vocês objeto de negócios” (2 Pedro 2-3).

Assim, por mais que se pergunte, por mais que se busque a resposta, nunca chegará a uma conclusão apropriada a pessoa que não tem cultura bíblica. É preciso conhecer as Sagradas Escrituras para não se deixar ludibriar. Jesus fez referências expressas aos falsos profetas, que seriam muitos e enganariam muitas pessoas; fez também referência ao castigo que por certo cairá sobre eles, ao pronunciar “apartai-vos de mim malditos”. Jesus também afirmou que a “árvore boa dá bons frutos” e que “é pelos frutos que se conhece a árvore”, afirmando ainda que “aquele que crê em mim fará também as coisas que eu faço” e que “quem me ama guardará minha Palavra”.

Diante de toda a confusão gerada no mundo em torno dos conceitos religiosos, como saber se estamos no caminho certo? Como verificar se nossa fé católica é verdadeira ou não?

Basta verificar como vivemos! A vida que eu vivo é que dirá quem eu sou. A minha conduta e o meu proceder é que serão minhas testemunhas no dia do Juízo. A vida que eu vivi é que falará de mim diante de Deus, e de tudo que fiz ou deixei de fazer prestarei contas. Muitos dizem: “diga-me com quem andas e eu te direi quem és!”. Eu, porém, falo diferente: Diga-me como vives e eu te direi quem és e em quem tu acreditas!

Portanto, eu sou a vida que eu vivo. Se eu vivo mal, é porque sou mau. Seu eu vivo na desonestidade, é porque sou desonesto. Seu eu vivo e tenho prazer no pecado, é porque eu sou pecador. Por outro lado, se eu vivo o bem e faço o bem a todos, eu sou bom. Se eu ouço a Palavra e a ponho em prática no meu dia-a-dia, eu sou de Cristo, e nele creio e acredito. Se eu vivo uma vida justa e correta, sendo íntegro e probo, eu sou de Deus e acredito que Deus é quem ele é, o Pai, o Altíssimo, o Todo-Poderoso, que tanto amou o mundo a ponto de dar-nos o Cristo como Salvador, e Maria Santíssima como medianeira de todas as Graças.

Assim, pois, vivamos praticando o Direito e a Justiça, imitando as virtudes de Jesus Cristo Senhor Nosso, ouvindo a Palavra e a colocando em prática no nosso dia-a-dia.

Tenham todos uma feliz semana.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA DE "A" a "Z".

Prezados amigos, gostaria de compartilhar com vocês este endereço eletrônico. Nele poderemos fazer uma rápida consulta ao Catecismo da Igreja Católica, a fim de tirar dúvidas que eventualmente tenhamos.

Vale conferir.

Clique no link abaixo ou copie e cole na barra de endereços. Depois é só clicar na letra inicial e fazer as pesquisas. Por exemplo: quem quiser saber o que a Igreja Católica pensa sobre a cremação, basta clicar na letra "c", depois procurar a palavra "cremação"...

"C.85 CREMAÇÃO

§2301 A autópsia de cadáveres pode ser moralmente admitida por motivos de investigação legal ou de pesquisa científica. A doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória.

A Igreja permite a cremação, se esta não manifestar uma posição contrária à fé na ressurreição dos corpos."

http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/az.html#A

Um forte abraço a todos.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA DE "A" a "Z".

Prezados amigos, gostaria de compartilhar com vocês este endereço eletrônico. Nele poderemos fazer uma rápida consulta ao Catecismo da Igreja Católica, a fim de tirar dúvidas que eventualmente tenhamos.

Vale conferir.

Clique no link abaixo ou copie e cole na barra de endereços. Depois é só clicar na letra inicial e fazer as pesquisas. Por exemplo: quem quiser saber o que a Igreja Católica pensa sobre a cremação, basta clicar na letra "c", depois procurar a palavra "cremação"...

"C.85 CREMAÇÃO

§2301 A autópsia de cadáveres pode ser moralmente admitida por motivos de investigação legal ou de pesquisa científica. A doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória.

A Igreja permite a cremação, se esta não manifestar uma posição contrária à fé na ressurreição dos corpos."

http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/az.html#A

Um forte abraço a todos.

domingo, 23 de maio de 2010

O Dia de Pentecostes - Os Dons do Espírito Santo.



Prezados amigos, resolvi compartilhar com vocês uma lição extraordinária do Monsenhor Jonas Abib. Ei-la:

"Pentecostes é a festa do derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja. A terceira Pessoa da Santíssima Trindade se manifesta aos fiéis por meio dos dons carismáticos e dos dons de santificação. O fundador da Comunidade Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, explica cada um deles:

Dons carismáticos:

Dom da fé: Fé é o dom que recebemos no batismo. Não é fé intelectual: "Eu acredito que Jesus pode curar", e só. Não; de tal maneira estou convencido do poder curador do senhor, que minha fé me leva a ser instrumento d'Ele. Tudo isso depende de estarmos no Espírito Santo e permanecermos n'Ele.

Dom da interpretação: Normalmente, nem aquele que fala em línguas nem os outros entendem o que se enuncia. Mas o Senhor, muitas vezes, quer que aquela oração seja de edificação para a comunidade; quer usar o veículo das línguas para falar. Então, Ele dá, à mesma pessoa ou a outra, o dom da interpretação.

Dom da profecia: No dom de línguas, estamos falando a Deus, não aos homens. Mas os homens precisam que a mensagem lhes seja anunciada. Às vezes, temos uma noção errada a respeito da profecia. Pensamos que se trata de adivinhar o futuro. Nada disso: profeta é aquele que fala em nome de Deus, ou melhor, é um instrumento que Ele precisa. Profecia é justamente a palavra que o Pai expressa por intermédio de alguém. Nada a ver com adivinhar o futuro.

Dom da cura: Não somos nós que curamos; é Jesus. Cristo saiu por todas as partes curando. Da mesma forma, o Espírito quer se manifestar em nós - que somos membros do Corpo do Senhor -, levando cura àqueles que dela precisam. O dom da cura e o dom da fé estão ligados porque acreditamos e oramos pelas pessoas, como Jesus mandou. Tudo se faz em oração, pois é ela que leva à cura.

Dom de línguas: Quando nós somos batizados no Espírito Santo, a primeira coisa da qual nos enchemos é de oração. Ela é a comunicação entre o Pai e o Filho; o Filho que fala ao Pai e o Pai que fala ao Filho. Fornecemos a expressão palpável, mas quem dá o conteúdo, o fogo e a oração é o Espírito Santo.

Dom de milagres: Ligado à cura está o dom dos milagres. O processo de cura é demorado, mas o milagre é imediato. Pela fé carismática, começamos a perceber os milagres acontecendo nas nossas vidas, nos nossos grupos, em nossas comunidades. O que nunca se esperava acontece, o impossível se torna realidade.

Dom do discernimento: Para possuir discernimento, o básico é aprender a ouvir o Senhor; suas emoções, inspirações. Paulo VI destacou em um de seus pronunciamentos: "O dom dos dons para os tempos de hoje é o discernimento". E é mesmo, do contrário somos levados por ventos de várias doutrinas, a mesmo, sem saber para onde vamos.

Palavra de ciência: Quando a palavra de profecia surge espontaneamente nos nossos grupos, especialmente depois da oração, do canto em línguas e do silêncio, esse é um momento muito oportuno para Deus nos dar a palavra de ciência ou de conhecimento. É como um diagnóstico. Deus nos dá um conhecimento que não poderíamos alcançar por nosso próprio esforço. Essa palavra de ciência vem de nós. Chama-se palavra porque nos é dada através de uma expressão, de uma frase, ou de uma imagem. Sua função é indicar algo que o Senhor que fazer.

Palavra de sabedoria: O dom da palavra de sabedoria é um dom doméstico, é a palavra, o pensamento ou ideia que o Senhor nos envia no momento oportuno. Sabedoria e ciência caminham juntas, como dois remos, para conduzir o povo de Deus. Sabedoria aqui não é sabedoria humana; não é cultura, grau de estudo. É a sabedoria que vem do Espírito. E esse dom não nos torna autoridades; não nos habilita a falar grosso, na ponta dos pés.

Dons de santificação:


Dom da fortaleza: O dom da fortaleza, também chamado "dom da coragem", imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos. A esse dom se opõe a timidez, que é o temor desordenado; e também aquele comodismo que impede de caminhar, de querer dar grandes passos.

Dom da piedade: O dom da piedade é auxiliado por duas virtudes teologais: a da esperança e a da caridade. Pela virtude da esperança participamos da execução das promessas de Deus e, pela virtude da caridade, amamos a Deus e ao próximo.

Dom da sabedoria: Quando o Senhor nos dá uma palavra de profecia, de ciência, de discernimento ou qualquer revelação, temos de procurar discernir se aquilo que recebemos deve ser dito, quando deve ser dito e como deve ser dito. Porque alguns são afogueados. Receberam um dom, uma palavra de profecia, e a pessoa é tão apressada que já quer dizer. Mas você perguntou ao Senhor se essa palavra de profecia deve ser comunicada?

Dom do conhecimento: É pelo dom do conhecimento que nos é concedido conhecer o verdadeiro valor das criaturas em relação ao seu Criador. Nós sabemos que o homem moderno, justamente por causa do desenvolvimento das ciências, é exposto particularmente à tentação em dar uma interpretação naturalista ao mundo. Isto acontece especialmente quando se trata de riquezas, prazer e de poder, os quais realmente podem ser obtidas das coisas materiais.

Dom do conselho: O dom do conselho, também chamado "dom da prudência", nos faz saber pronta e seguramente o que convém dizer e o que convém fazer nas diversas circunstâncias da vida. É um dom de santificação que nos faz viver sob a orientação do Espírito Santo. Por ele, o Paráclito nos fala ao coração e nos faz compreender o que devemos fazer. Agimos sem timidez ou incerteza. Pelo dom do conselho, falamos ou agimos com toda confiança, com a audácia dos santos.

Dom do entendimento: O dom do entendimento, também chamado "dom da inteligência" ou "dom do discernimento" (diferente do discernimento dos espíritos), nos dá uma compreensão profunda das verdades reveladas, sem contudo nos revelar o seu mistério. Só teremos plena compreensão do mistério quando estivermos face a face com Deus. Por meio deste dom passamos a nos conhecer profundamente e a reconhecer a profundidade de nossa miséria.

Dom do temor a Deus: O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial ao Pai e nos afasta do pecado. Este compreende três atitudes principais: o vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade; uma viva contrição das menores faltas cometidas; e um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado."

Um forte abraço a todos.


Marcos Suzin,
Coordenador do Grupo Água Viva.
Vacaria, RS.

O Dia de Pentecostes - Os Dons do Espírito Santo.



Prezados amigos, resolvi compartilhar com vocês uma lição extraordinária do Monsenhor Jonas Abib. Ei-la:

"Pentecostes é a festa do derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja. A terceira Pessoa da Santíssima Trindade se manifesta aos fiéis por meio dos dons carismáticos e dos dons de santificação. O fundador da Comunidade Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, explica cada um deles:

Dons carismáticos:

Dom da fé: Fé é o dom que recebemos no batismo. Não é fé intelectual: "Eu acredito que Jesus pode curar", e só. Não; de tal maneira estou convencido do poder curador do senhor, que minha fé me leva a ser instrumento d'Ele. Tudo isso depende de estarmos no Espírito Santo e permanecermos n'Ele.

Dom da interpretação: Normalmente, nem aquele que fala em línguas nem os outros entendem o que se enuncia. Mas o Senhor, muitas vezes, quer que aquela oração seja de edificação para a comunidade; quer usar o veículo das línguas para falar. Então, Ele dá, à mesma pessoa ou a outra, o dom da interpretação.

Dom da profecia: No dom de línguas, estamos falando a Deus, não aos homens. Mas os homens precisam que a mensagem lhes seja anunciada. Às vezes, temos uma noção errada a respeito da profecia. Pensamos que se trata de adivinhar o futuro. Nada disso: profeta é aquele que fala em nome de Deus, ou melhor, é um instrumento que Ele precisa. Profecia é justamente a palavra que o Pai expressa por intermédio de alguém. Nada a ver com adivinhar o futuro.

Dom da cura: Não somos nós que curamos; é Jesus. Cristo saiu por todas as partes curando. Da mesma forma, o Espírito quer se manifestar em nós - que somos membros do Corpo do Senhor -, levando cura àqueles que dela precisam. O dom da cura e o dom da fé estão ligados porque acreditamos e oramos pelas pessoas, como Jesus mandou. Tudo se faz em oração, pois é ela que leva à cura.

Dom de línguas: Quando nós somos batizados no Espírito Santo, a primeira coisa da qual nos enchemos é de oração. Ela é a comunicação entre o Pai e o Filho; o Filho que fala ao Pai e o Pai que fala ao Filho. Fornecemos a expressão palpável, mas quem dá o conteúdo, o fogo e a oração é o Espírito Santo.

Dom de milagres: Ligado à cura está o dom dos milagres. O processo de cura é demorado, mas o milagre é imediato. Pela fé carismática, começamos a perceber os milagres acontecendo nas nossas vidas, nos nossos grupos, em nossas comunidades. O que nunca se esperava acontece, o impossível se torna realidade.

Dom do discernimento: Para possuir discernimento, o básico é aprender a ouvir o Senhor; suas emoções, inspirações. Paulo VI destacou em um de seus pronunciamentos: "O dom dos dons para os tempos de hoje é o discernimento". E é mesmo, do contrário somos levados por ventos de várias doutrinas, a mesmo, sem saber para onde vamos.

Palavra de ciência: Quando a palavra de profecia surge espontaneamente nos nossos grupos, especialmente depois da oração, do canto em línguas e do silêncio, esse é um momento muito oportuno para Deus nos dar a palavra de ciência ou de conhecimento. É como um diagnóstico. Deus nos dá um conhecimento que não poderíamos alcançar por nosso próprio esforço. Essa palavra de ciência vem de nós. Chama-se palavra porque nos é dada através de uma expressão, de uma frase, ou de uma imagem. Sua função é indicar algo que o Senhor que fazer.

Palavra de sabedoria: O dom da palavra de sabedoria é um dom doméstico, é a palavra, o pensamento ou ideia que o Senhor nos envia no momento oportuno. Sabedoria e ciência caminham juntas, como dois remos, para conduzir o povo de Deus. Sabedoria aqui não é sabedoria humana; não é cultura, grau de estudo. É a sabedoria que vem do Espírito. E esse dom não nos torna autoridades; não nos habilita a falar grosso, na ponta dos pés.

Dons de santificação:


Dom da fortaleza: O dom da fortaleza, também chamado "dom da coragem", imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos. A esse dom se opõe a timidez, que é o temor desordenado; e também aquele comodismo que impede de caminhar, de querer dar grandes passos.

Dom da piedade: O dom da piedade é auxiliado por duas virtudes teologais: a da esperança e a da caridade. Pela virtude da esperança participamos da execução das promessas de Deus e, pela virtude da caridade, amamos a Deus e ao próximo.

Dom da sabedoria: Quando o Senhor nos dá uma palavra de profecia, de ciência, de discernimento ou qualquer revelação, temos de procurar discernir se aquilo que recebemos deve ser dito, quando deve ser dito e como deve ser dito. Porque alguns são afogueados. Receberam um dom, uma palavra de profecia, e a pessoa é tão apressada que já quer dizer. Mas você perguntou ao Senhor se essa palavra de profecia deve ser comunicada?

Dom do conhecimento: É pelo dom do conhecimento que nos é concedido conhecer o verdadeiro valor das criaturas em relação ao seu Criador. Nós sabemos que o homem moderno, justamente por causa do desenvolvimento das ciências, é exposto particularmente à tentação em dar uma interpretação naturalista ao mundo. Isto acontece especialmente quando se trata de riquezas, prazer e de poder, os quais realmente podem ser obtidas das coisas materiais.

Dom do conselho: O dom do conselho, também chamado "dom da prudência", nos faz saber pronta e seguramente o que convém dizer e o que convém fazer nas diversas circunstâncias da vida. É um dom de santificação que nos faz viver sob a orientação do Espírito Santo. Por ele, o Paráclito nos fala ao coração e nos faz compreender o que devemos fazer. Agimos sem timidez ou incerteza. Pelo dom do conselho, falamos ou agimos com toda confiança, com a audácia dos santos.

Dom do entendimento: O dom do entendimento, também chamado "dom da inteligência" ou "dom do discernimento" (diferente do discernimento dos espíritos), nos dá uma compreensão profunda das verdades reveladas, sem contudo nos revelar o seu mistério. Só teremos plena compreensão do mistério quando estivermos face a face com Deus. Por meio deste dom passamos a nos conhecer profundamente e a reconhecer a profundidade de nossa miséria.

Dom do temor a Deus: O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial ao Pai e nos afasta do pecado. Este compreende três atitudes principais: o vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade; uma viva contrição das menores faltas cometidas; e um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado."

Um forte abraço a todos.


Marcos Suzin,
Coordenador do Grupo Água Viva.
Vacaria, RS.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.

I- PRIMEIRA APARIÇÃO



Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez em Fátima, no dia 13 de maio de 1917, Lúcia acabara de completar 10 anos; Francisco estava para completar 9; e Jacinta, a menor, tinha pouco mais de 7 anos.

As aparições de Nossa Senhora se deram habitualmente na Cova da Iria, numa propriedade do pai de Lúcia, situada a 2,5Km de Fátima. A mãe de Deus aparecia por volta do meio-dia, sobre uma azinheira de pouco mais de um metro de altura.

Por algum misterioso desígnio de Deus, as três crianças foram privilegiadas, mas desigualmente: as três viam Nossa Senhora, mas Francisco não A ouvia; Jacinta A via e ouvia, mas não lhe falava; Lúcia via e ouvia a Santíssima Virgem, e também falava com ela.

Os pastorinhos estavam, naquele dia 13, brincando de construir uma casinha de pedras em redor de uma moita quando, de repente, brilhou uma luz muito intensa.

Num primeiro momento pensaram que tinha sido um relâmpago, mas pouco depois avistaram, sobre uma azinheira, "uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do Sol mais ardente".

As crianças, surpreendidas, pararam bem perto da Senhora, dentro da luz que a envolvia. Nossa Senhora então deu início a seguinte conversação com Lúcia:

- Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

- De onde é Vossemecê?

- Sou do Céu.

- E que é que Vossemecê quer?

- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois, voltarei ainda aqui uma sétima vez.

- E eu vou para o Céu?

- Sim, vais.

- E a Jacinta?

- Também.

- E o Francisco?

- Também; mas tem que rezar muitos Terços. Lucia lembrou-se então de perguntar por duas jovens suas amigas que haviam falecido pouco tempo antes:

- A Maria das Neves já está no Céu?

- Sim, está.

- E a Amélia?

- Estará no Purgatório até o fim do mundo.

Nossa Senhora fez então um convite explícito aos pastorinhos:

- Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?

- Sim, queremos.

- Ide, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Nossa Senhora ainda acrescentou: "Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra". Depois, começou a Se elevar majestosamente pelos ares na direção do nascente, até que desapareceu.
 
Os Pastorinhos: Jacinta, Francisco e Lúcia.

II- SEGUNDA APARIÇÃO

                                                    

A 13 de junho, os videntes não estavam sós, mais 50 pessoas haviam comparecido ao local.

A pequena Jacinta não conseguira guardar o segredo que os três haviam combinado, e se espalhara a notícia da aparição.

Desta vez, foi Lúcia que principiou a falar:

- Vossemecê que me quer?

- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Lúcia pediu a Nossa Senhora a cura de um doente.

- Se se converter, curar-se-á durante o ano.

- Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

- Sim, a Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer Servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o seu trono.

- Fico cá sozinha?

- Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus.

Nossa Senhora, como da primeira vez, elevou-se com majestosa serenidade e foi-se distanciando, rumo ao nascente.
 
III- TERCEIRA APARIÇÃO
 
 
 
A 13 de julho, mais de 2 mil pessoas haviam comparecido à Cova da Iria.

As pessoas presentes notaram uma nuvenzinha de cor acinzentada pairando sobre a azinheira; notaram também que o sol se ofuscou e um vento fresco soprou, aliviando o calor daquele auge de verão.

Novamente foi Lúcia que iniciou a conversação:

- Vossemecê que me quer?

- Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.

- Queria pedir-lhe para nos dizer Quem é; para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.

- Continuem a vir aqui, todos os meses. Em outubro direi Quem sou, o que quero, e farei um milagre que todos hão de ver para acreditar.

Lucia fez então alguns pedidos de graças e curas. Nossa Senhora respondeu que deviam rezar o Terço para alcançarem as graças durante o ano. Depois, prosseguiu:

- Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Deu-se então a visão do Inferno, descrita, anos depois, pela Irmã Lúcia. Esta visão constitui a primeira parte do Segredo de Fátima, revelada apenas em 1941, assim como a segunda parte a seguir:

Após a terrível visão do inferno, os três pastorinhos levantaram os olhos para Nossa Senhora, como que para pedir socorro, e Ela, com bondade e tristeza, prosseguiu:

- Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.

Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.

Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, e ela se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal, se conservará sempre o Dogma de Fé; etc...

Aqui se insere a terceira parte do Segredo de Fátima, revelada em 13 de maio de 2000.

- Isso não digais a ninguém. Ao Francisco sim, podes dizê-lo.

Após uma pausa prosseguiram:

- Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

- Vossemecê não me quer mais nada?

- Não. Hoje não te quero mais nada.

E como das outras vezes, começou a se elevar com majestade na direção do nascente, até desaparecer por completo.

Abaixo, um importantíssimo vídeo, sobre as memórias da Irmã Lúcia:





IV- QUARTA APARIÇÃO


Os três pastorinhos foram sequestrados, na manhã do dia 13 de agosto, pelo administrador de Ourém, a cuja jurisdição pertencia Fátima. Ele achava que os segredos de Nossa Senhora se referiam a um acontecimento político que acabaria (ou abalaria) com a República, recém instalada em Portugal.

Como eles nada revelaram do segredo - mesmo tendo sido deixados sem comida, presos juntamente com criminosos comuns e sofrido forte pressão -, o truculento administrador acabou por desistir do intento e devolveu os videntes a suas famílias. Mas com isso, eles tinham perdido a visita da Bela Senhora, que descera à cova de Iria, mas não os encontrara.

Dois dias depois, entretanto, a Virgem novamente lhes apareceu,em um local chamado Valinhos. Como das outras vezes, seguiu-se o diálogo:

- Que é que Vossemecê me quer?

- Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13; que continueis a rezar o Terço todos os dias.No último mês, farei o milagre para que todos acreditem.

- Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?

- Façam dois andores. Um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas de branco; o outro, que leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário; e o que sobrar é para a ajuda de uma capela, que hão de mandar fazer.

- Queria pedir-Lhe a cura de alguns doentes.

- Sim, alguns curarei durante o ano. Rezai, rezai muito; e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas.

Em seguida, como de costume, começou a se elevar e desapareceu na direção do nascente.
 
  V- QUINTA APARIÇÃO
 
 
 
A 13 de setembro, já eram 15 ou 20 mil as pessoas presentes no local das aparições. A Virgem assim falou:

- Continuem a rezar o Terço, para alcançarem o fim da guerra. Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda.

Trazei-a só durante o dia.

- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, de um surdo-mudo.

- Sim, alguns curarei. Outros, não, em outubro farei o milagre para que todos acreditem.

Em seguida, começou a se elevar e desapareceu no firmamento.
 
VI- SEXTA APARIÇÃO - O MILAGRE DO SOL
 
  A multidão rezava o terço quando, à hora habitual, Nossa Senhora apareceu sobre a azinheira:

- Que é que Vossemecê me quer?

- Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar, e os militares voltarão em breve para suas casas.

- Eu tinha muitas coisas para lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc. ...

- Uns sim, outros não. É preciso que se emendem; que peçam perdão dos seus pecados. Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.

Nesse momento, abriu as mãos e fez com que elas se refletissem no Sol, e começou a Se elevar, desaparecendo no firmamento. Enquanto Se elevava, o reflexo de sua própria luz se projetava no Sol.

Os pastorinhos então viram, ao lado do Sol, o Menino Jesus com São José e Nossa Senhora. São José e o Menino traçavam com a mão gestos em forma de cruz, parecendo abençoar o mundo.

Desaparecida esta visão, Lúcia viu Nosso Senhor a caminho do Calvário e Nossa Senhora das\r\nDores. Ainda uma vez Nosso Senhor traçou com a mão um sinal da Cruz, abençoando a multidão.

Por fim aos olhos de Lúcia apareceu Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus ao colo, com aspecto soberano e glorioso.

As três visões recordaram, assim, os Mistérios gososos, os dolorosos e os gloriosos do Santo Rosário. O milagre do Sol Enquanto se passavam essas cenas, a multidão espantada assistiu ao grande milagre prometido pela Virgem para que todos cressem.

No momento em que Ela se elevava da azinheira e rumava para o nascente, o Sol apareceu por entre as nuvens, como um grande disco prateado, brilhando com fulgor fora do comum, mas sem cegar a vista. E logo começou a girar rapidamente, de modo vertiginoso. Depois parou algum tempo e recomeçou a girar velozmente sobre si mesmo, à maneira de uma imensa bola de fogo. Seus bordos tornaram-se, a certa altura, avermelhados e o Astro-Rei espalhou pelo céu chamas de fogo num redemoinho espantoso. A luz dessas chamas se refletia nos rostos dos assistentes, nas árvores, nos objetos todos, os quais tomavam cores e tons muito diversos, esverdeados, azulados avermelhados, alaranjados etc.

A 13 de outubro, era imensa a multidão que acorrera à Cova da Iria: 50 a 70 mil pessoas. A maior parte chegara na véspera e ali passara a noite. Chovia torrencialmente e o solo se transformara num imenso lodaçal.

(Cenas do filme: "O Décimo Terceiro Dia". Trata-se do primeiro filme importante por diretores Ian e Dominic Higgins. De acordo com a distribuidora do filme nos EUA, a Ignatius Press, o filme conta a história das aparições da Virgem Maria para Lucia Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto. )



Três vezes o Sol, girando loucamente diante dos olhos de todos, se precipitou em ziguezague sobre a terra, para pavor da multidão que, aterrorizada, pedia a Deus perdão por seus pecados e misericórdia. O fenômeno durou cerca de 10 minutos . Todos o viram, ninguém ousou pô-lo em dúvida, nem mesmo livres-pensadores e agnósticos que ali haviam acorrido por curiosidade ou para zombar da credulidade popular.




Não se tratou, como mais tarde imaginaram pessoas sem fé, de um fenômeno de sugestão ou excitação coletiva, porque foi visto a até 40 km de distância, por muitas pessoas que estavam fora do local da aparições e portanto fora da área de influência de uma pretensa sugestão ou excitação.

Mais um pormenor espantoso notado por muitos: as roupas, que se encontravam encharcadas pela chuva no início do fenômeno, haviam secado prodigiosamente minutos depois.



(A Imprensa da época noticiou, com destaque, o Milagre do Sol. Acima e abaixo vê-se algumas reportagens)

                                       

(Entretanto, a incredulidade de alguns persiste, apesar de o Milagre do Sol ter mais de 50.000 testemunhas)



Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.

A todos os amigos do Grupo Água Viva, nossa saudação em Cristo e sua Mãe Santíssima, que se reveste de sol para fazer acordar seus filhos, que estavam adormecidos e iludidos pelos passa-tempos do mundo.

Um forte abraço a todos.

Marcos Suzin.
Coordenador do Grupo Água Viva,
Vacaria - RS.